Brasil

Pedofilia, estupro, incesto e o silêncio dos inocentes

Redação DM

Publicado em 15 de junho de 2016 às 02:49 | Atualizado há 10 anos

Com indignação, assisto a noticiários televisivos aonde imagens sobre crimes de pedofilia, estupros, incestos, assassinatos bárbaros, assaltos e atentados violentos ao pudor vão sendo mostrados diariamente, praticados por pessoas de mentes deturpadas que sem a mínima compaixão e respeito aos inocentes seres humanos ainda sorriem frente às câmaras de TV. Hoje, sem duvida alguma, esses são os crimes do momento e dois desses, que ocorrem entre parentes consangüíneos e que se inclina para a prática de ato ilícito mais covarde, estão o estupro e o incesto. As veiculações dessas notícias envolvendo esse tipo de conduta contra menores trazem a certeza da atenção do publico e consequentemente, intensa discussão sobre o tema. Descartando o debate sobre a influência da mídia na sociedade, considerada detentora do “quarto poder”, pode-se dizer que o certo é que as chamadas referentes ao assunto em  tópico se torna uma sensação da atualidade.   Basta ver o desespero de apresentadores e repórteres quando se vêem diante destes fatos estarrecedores que, em certos momentos, ficam angustiados diante de tanta tara humana, alguns sem fala ou gaguejam diante dos telespectadores.

A maldade e desrespeito humano extrapolam os limites da insensatez. Há noticiários destacando pessoas inescrupulosas em busca do dinheiro fácil, explodindo caixas eletrônicos; motoristas embriagados atropelando, destruindo vidas e ficam impunes; marido espancando esposa; filhos matando pais e vice-versa; pessoas assaltando e atirando à queima-roupa, sem piedade ou dó; outras matando e degolando suas vítimas apenas para  sentir o prazer de ouvir o gemido do desafeto. Onde vamos parar? Quando falo de tudo isso, chego à conclusão que até o crime de colarinho branco está ficando em desuso, apesar de que, se analisarmos sob a ótica política, poder-se afirmar que, se compararmos a uma calça jeans,  este assunto jamais sairá da moda.

O título acima quer queiram, quer não, é o grande assunto do momento e a imprensa escrita e   televisiva sabe disso. As manchetes apontam nesse sentido e até certo ponto, com muito sensacionalismo, sem resultado prático, principalmente quando se trata de crimes praticados por políticos, padres, pastores, professores, advogados, empresários, militares, agentes públicos, e assim por diante.

Quando o estupro é noticiado pela mídia, como um caso recente, a população exige formas de punição ou pelos menos prisão perpétua dos envolvidos. Então, a atenção dada a esses casos repercutem de forma intensa, principalmente quando de fala de jogos do azar. Mas, quando se trata de pedofilia, estupro de menores e casos de  violência sexual com filhas e enteadas, não se sabe como agir, apesar do sentimento de revolta que toma conta da população. O pedófilo raramente mantém relações sexuais com penetração. Os ataques sexuais contra crianças se iniciam geralmente de uma forma verbal ou exibição do genital, ou podem consistir em acarinhar ou “bolinar” as crianças com toques nos órgãos genitais. De outras formas, vendo e   exibindo fotos pela internet sempre sendo acariciadas, seminuas ou despidas, muitas vezes, fotografadas    e cenas horripilantes gravadas em vídeo por eles mesmos. Dizem os especialistas que essas pessoas são incapazes de encontrar satisfação sexual em uma relação adulta.

O estupro e o incesto diferem da pedofilia porque eles são praticados de forma violenta sem a aceitação da vítima. Percebe-se, claramente, que temos um grave e sério problema a enfrentar. Essas doenças  psíquicas são de difícil tratamento e tais abusos sexuais estão se alastrando cada vez mais, cujos efeitos, após os atos libidinosos, abusos sexuais, estupros, trazem doenças físicas e psicológicas extremamente  danosas para as crianças e adolescentes. O pior é que essas pessoas passam sempre despercebidas pela família em relação à tara. Muitas vezes se encontram próximos à criança e aproveitam da ausência da mãe e da sua própria inocência e fragilidade para satisfazer seus instintos sexuais.

Diante dessa situação periclitante, conclui-se que estamos diante de um grave e sério problema que deve ser debatido urgentemente pela sociedade, pelas organizações não governamentais, pelas igrejas, não importando qual o rito religioso e com a participação ativa dos três podres da República Brasileira, para que as condutas e punições dessas pessoas sejam realmente mais severas. De outra parte, pode-se evitar  com essas ações conjuntas a degeneração da família que a cada dia está ficando mais longe de Deus, assim como,  evitar também que as crianças abusadas por esses  desequilibrados  mentais se calem e venham, futuramente, sofrer conseqüências  psicológicas irreversíveis e marcas emocionais e profundas para sempre.

 

(Vanderlan Domingos de Souza, advogado, escritor, missionário e ambientalista. É membro  da União Brasileira dos Escritores; membro da Academia Morrinhense de Letras; membro da Alcai – Academia de Letras, Ciência e Artes de Inhumas; membro da Conbla – Confederação Brasileira de Letras de Artes de São Paulo; membro conselheiro da Comissão Goiana de Folclore. Foi agraciado com Título Honorífico de Cidadão Goianiense. Escreve todas as quartas-feiras para o Diário da Manhã. Email: [email protected] Blog: vanderlandomingos. blogspot.com Site: www.ongvisaoambiental.org.br)

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