Brasil

Polícia Militar e seus 6 milhões de soldados aliados

Redação DM

Publicado em 19 de janeiro de 2016 às 21:11 | Atualizado há 10 anos

Hodiernamente vivemos em uma sociedade manchada pelo medo provocado pela crescente sensação de insegurança, onde criminosos expandiram seus modus operandi para as mais variadas formas de desapossamento de bens valiosos do ser humano. A violência urbana progrediu geometricamente em todos os centros urbanos de nosso país, vitimando todas as classes sociais, sem exceção.

De igual forma, há uma notória guerra midiática para sua exploração, inclusive em horários inapropriados, especificamente do almoço, desrespeitando este momento sagrado. Não seria um momento oportuno para refletirmos mais profundamente sobre essa problemática e o papel da mídia na redução dessa macroviolência?

Lado outro é essencial fazermos também uma importante indagação: qual a contribuição da sociedade para a redução desses índices de violência? Não adianta depositar unicamente na conta dos Órgãos de Segurança Pública essas mazelas sociais, especialmente na Polícia Militar. Importante frisar que a Constituição Federal determina no seu art. 144 que a Segurança Pública é dever do Estado e “responsabilidade de todos”; ou seja, claramente ordena que toda sociedade una esforços para uma segurança eficiente.

Neste momento despontam as diversas ferramentas que a Força Pública Estadual disponibiliza a toda sociedade goiana, como o PROERD, Rede de Apoio à Segurança (RAS) e Polícia Mirim, além das reuniões comunitárias de segurança, todos com o intuito de aproximar o cidadão da Polícia Militar, contribuindo para uma prestação de serviço de qualidade.

Assim, inarredavelmente a filosofia de Polícia Comunitária é uma bússola para guiar a comunidade goiana no eficaz controle social da criminalidade, tendo em vista que o cidadão de bem deve contribuir para melhorar a segurança de sua rua, bairro, setor, cidade, Estado …

Não há outro caminho. A Polícia Militar sozinha jamais vencerá o mal, por mais investimentos que tenham. É preciso cultuar a filosofia da solidariedade. Os atores sociais diretamente envolvidos com a segurança pública como os Agentes Policiais, Judiciário, Ministério Público, Legisladores e segurança privada devem construir uma teia de segurança, onde cada um contribui com a sua e a do próximo.

Logo, como a união faz a força, se tivermos como aliados 6 milhões de soldados goianos, a guerra conta o mal será vencida. Simples assim. Enfim, imprescindível se faz a conscientização de cada cidadão goiano de sua parcela de responsabilidade. Compartilhe informações. Aproxime da Polícia. Participe das reuniões comunitárias. Socialize seus problemas. A Polícia Militar também precisa de você!

Cleber Vaz da Silva é especialista em direito público, ex-fuzileiro naval, policial militar e instrutor do Proerd)

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