Previsões de emprego e vendas para o Natal
Redação DM
Publicado em 4 de novembro de 2016 às 00:58 | Atualizado há 10 anosA confiança do consumidor do Brasil melhorou em outubro com as expectativas mais altas, chegando ao patamar mais elevado em quase dois anos, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, divulgados na quarta-feira, 26. Trata-se da sexta alta consecutiva do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que atingiu o mínimo histórico em abril próximo passado.
Diante do crescimento consecutivo do ICC em níveis significativos, cresce também a expectativa de alta para vendas neste Natal de 2016. E, consequentemente, aumenta a expectativa de crescimento significativo também na contratação de trabalhadores temporários no comércio. A continuar assim, espera-se que mais de 150 mil temporários sejam contratados para cobrir o movimento de fim de ano em todo o Brasil.
A previsão é de que os maiores volumes de contratação deverão se concentrar no segmento de vestuário e no de hiper e supermercados. Além de serem os “grandes empregadores” do varejo – juntos representam 42% da força de trabalho do setor – esses segmentos costuma responder, em média, por 60% das vendas natalinas.
A expectativa com relação aos salários de admissão é que deverá alcançar R$ 1.205, avançando, portanto, 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de artigos de informática e comunicação (R$ 1.403). Contudo, esse segmento deverá ofertar apenas 1,6% das vagas totais a serem criadas no varejo.
Ao contrário de 2015, quando o real sofreu desvalorização de 47%, neste ano a expectativa é de que a taxa de câmbio registre queda de 16%, o que poderá estimular importações por parte do varejo e reajustes menos intensos do que no fim do ano. O setor supermercadista deve aproveitar o cenário fazendo estoque de produtos estrangeiros e registrar.
De qualquer sorte, nossas previsões serão revistas mensalmente até as vésperas do Natal.
(Eduardo Genner de Sousa Amorim, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (Seceg) e da Federação dos Trabalhadores no Comércio nos Estados de Goiás e Tocantins (Fetracom/GO/TO) e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC)