Brasil

Qual é o problema de vocês?

Redação DM

Publicado em 2 de fevereiro de 2016 às 22:51 | Atualizado há 10 anos

Uma das coisas que mais me irritam é gente que não sabe interpretar o que lê, sendo assim, emitem opiniões baseadas na sua incapacidade de absorver informações de forma inteligente, o que reflete em suas opiniões distorcidas e burras. Já foi dito milhares de vezes e está escrito no edital de chamamento das Organizações Sociais que estas não podem ter fins lucrativos, o que as difere de empresas, que obviamento, só existem se obtiverem lucros. Por que algumas pessoas ainda insistem em dizer que a gestão compartilhada será feita com empresas? Se leram, não entenderam. Está sendo repetido à exaustão que as OSs vão cuidar da área administrativa da escola: infraestrutura, compras, manutenção, contratação de serviços de limpeza, alimentação e segurança. A parte pedagógica continuará restrita aos educadores. Alguns ainda dizem que as OSs vão interferir até no conteúdo da aulas, pode?

Está claro e registrado que a gestão compartilhada das escolas não vai gerar nenhum despesa para os pais e alunos e que as 23 unidade de ensino onde a pioneira e moderna forma de gestão for implantada, continuarão sendo públicas e gratuitas, mas tem gente que insiste na ladainha de que haverá cobrança de taxas e mensalidades. De mais a mais, as OSs serão praticamente vigiadas pela Procuradoria Geral do Estado, pelo Ministério Público, pela Assembléia Legislativa, pela oposição  e por uma auditoria independente.

Para quem não sabe o que é uma auditoria independente: é uma atividade que utilizando-se de procedimentos técnicos específicos tem a finalidade de atestar a adequação de um ato ou fato com o fim de imprimir-lhe características de confiabilidade. Ficou claro?

O samba de uma nota só dessa gente diz que a carreira dos educadores será precarizada. Como? Ora, os educadores efetivos continuarão a ser responsabilidade exclusiva do Governo de Goiás, através da Secretaria da Educação, Esporte e Lazer e não das OSs, que não podem mudar nem o regime de contrato e muito menos as conquistas dos educadores. Os professores temporários só têm a ganhar, pois serão contratados em regime de CLT, com tempo indeterminado, com todos os direitos e com a equiparação salarial ao piso nacional dos professores efetivos. Os concursos públicos poderão ser convocados a qualquer hora pelo governo, pois as OSs não têm nada da ver com isso.

Pensar diferente é direito adquirido de todo ser humano, mas o pensamento deve estar minimamente ligado à realidade. Essas pessoas que estão ocupando escolas, vivem de militância política, não fazem mais nada. São verdadeiros parasitas da ideologia.

Que cidadão normal, que precisa trabalhar para sobreviver e cuidar de suas despesas pessoais e, às vezes, familiares, teria tempo para ficar dois, três meses dentro de uma escola enquanto a vida corre aqui fora? Dá um tempo, né!

Quase todos que conhecem um pouco como funciona a política em Goiás, sabem quem são esses invasores, que estão se tonando cada vez mais violentos, à medida em que se isolam da sociedade, esta completamente indiferente a eles. São estudandes profissionais, que não estudam nada, mas vivem em protestos, greves, manifestações contra qualquer coisa, quebradeiras de patrimônios público e privado e outras ações dignas de vândalos e não de gente que tem ideologia, se não fosse assim, porque deveriam cobrir os rostos?

Temos um exemplo claro de que as ocupações são feitas por questões que nada têm a ver com a defesa dos interesses dos estudantes. Entre Anápolis e Goiânia, diariamente, transitam milhares de estudantes universitários, que cursam no ensino superior nas faculdades de uma ou outra cidade. Pois bem, o governo federal, que é apoiado por esses “revolucionários”, em poucos meses concedeu a BR-060 à iniciativa privada, por 30 anos, aquela, mais rapidamente ainda construiu a praça de pedágio entre as cidades e está ganhando milhões às custas dos estudantes/motoristas. Não houve um protesto a esse respeito. Por quê?

Nas escolas ocupadas não tem quase que nenhum filho de pobre que estuda naquela unidade. São militantes do movimento estudantil, inclusive de outros estados, que todo mundo sabe como são eternizados na direção dessas entidades, através de um ou outro partido, que só representam a eles mesmos; ou sindicalistas que vivem às custas do suor do trabalhador da Educação. É essa gente que quer impor uma capitulação ao governador de Goiás, que ao contrário deles, foi eleito pela vontade da maioria do eleitorado goiano.

Então, é hora de pais, alunos e os verdadeiros educadores se mobilizarem na desocupação imediata das escolas de seu bairro e de o governo não confundir democracia com pusilanimidade. Com gente intolerante e radical, não resta outra saída que não seja falar a língua deles.

 

(João Aquino Batista, jornalista e escritor)

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