Quem sabe, fala
Redação DM
Publicado em 19 de agosto de 2016 às 02:57 | Atualizado há 10 anosFalar é um dom que nascemos com ele e uma arte que aprendemos e desenvolvemos ao longo da vida. Mesmo sendo a fala um dom e tenhamos o direito de falarmos, a prudência nos recomenda que sejamos prudentes, pois, dependendo de como falamos, podemos agradar e ofender. Temos que educar a tonalidade de voz e a suavidade como falamos. Certas palavras que nada dizem, as vezes ferem, machucam a quem são dirigidas, pela maneira grosseira e desrespeitosa como foram pronunciadas. As pessoas que não sabem falar, é melhor ficarem caladas, para não ofenderem os outros e promoverem discussões desnecessárias. Nesse caso, devem ficar apenas na escuta, para evitarem confrontos, que na maioria das vezes não levam a lugar nenhum.
As pessoas que não forem capazes de falarem sem ofender as outras, não sabem falar. Tanto a doutrina rotária, como os bons princípios da ética, da moral e dos bons costumes, nos orientam que não falemos nada que possa prejudicar os outros. Mesmo que seja verdade o que falamos, dependendo da forma e da hora que falarmos, podemos terminar com bons relacionamentos, acabarmos com amizades, anular a possibilidade de aproximação, mexermos em feridas já cicatrizadas e despertarmos os maus extintos que todos temos no coração. Todos os dias são bons para baixarmos a voz, não gritarmos com ninguém e conquistarmos novas amizades. Quem grita não educa, ofende. Já os que tratam com urbanidade, além de educarem, transmitem paz e confiança aos ouvintes.
Um país em transformação social, como o Brasil, decorrentes das diferenças culturais, da imigração e da inobservância das normas e princípios que regulam a conduta humano, é muito difícil mudarmos o comportamento e a maneira das pessoas falarem. Mesmo assim, nunca devemos deixar de tentarmos. Não devemos confundir a fala firme com ofensas, e nem acreditarmos que respeito e educação sejam sinais de intimidação. Ao falarmos, respeitosamente, ainda que pareça sinal de fraqueza para alguns, para quem ouve produz a melhor das impressões. É impossível falarmos de companheirismo aos gritos e de forma grosseira. Isso, simplesmente nunca foi e nunca será a forma educada de cultivarmos amizades. Quando tratamos os outros aos gritos, demonstramos má intenção ou que não sabemos falar, alem de nos identificarmos como pessoas problemáticas ou sem educação.
(Gercy Joaquim Camelo, governador do Rotary International, Distrito 4.530 Gestão 2012-13)