Brasil

Redes sociais e as eleições municipais

Redação DM

Publicado em 18 de maio de 2016 às 03:19 | Atualizado há 10 anos

Passada a euforia do impeachment e seus desdobramentos, os atores políticos começam a voltar seus olhos para as eleições municipais de outubro. A gestão pública de mais de 5 mil cidades brasileiras está em jogo. No pleito deste ano, no entanto, mudanças no trâmite eleitoral definidas pela Lei Nº 13.165/2015, como o fim do financiamento de campanhas por empresas, a redução do tempo de propaganda eleitoral em rádios e emissoras de televisão e a diminuição do período da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto, vão modificar indubitavelmente o jeito de fazer política.

Com as alterações, as redes sociais podem ganhar as eleições de 2016, sobretudo porque, além de democráticas, elas estão cada vez mais presentes na vida dos cidadãos. A pesquisa “Futuro Digital em Foco Brasil 2015”, realizada pela consultoria comScore, mostra que os brasileiros são líderes no tempo gasto nas redes sociais. Em média, cada pessoa (eleitor) passa 650 horas de um mês navegando pelas redes sociais. Estamos na frente de países como Rússia, Argentina e Estados Unidos.

Unindo a diminuição de recursos e o tempo das campanhas e criatividade na produção de conteúdo para os meios digitais, os candidatos podem interferir no comportamento do eleitorado e, assim, serem beneficiados pela visibilidade dada nas redes. ACM Neto, Haddad, Jean Wyllys e Bolsonaro são exemplos de políticos que tem público fiel e progrido engajamento no Facebook, Twitter e Instagram. E não precisamos ultrapassar as fronteiras do território goiano para encontrar cases de sucesso político-midiático nas redes. Em 2014, o candidato Delegado Waldir abusou da internet durante a campanha. Hoje, com mais de 600 mil seguidores na rede social de Mark Zuckerberg,  o então postulante foi eleito como o deputado federal mais bem votado do Estado, com 274.625 votos.

É certo que a internet brasileira está em fase de amadurecimento, entretanto, o uso dessa tecnologia está servindo para a construção de propostas e pleitos eleitorais mais ricos em debates. Por isso, as redes sociais devem e estão sendo usadas pelos candidatos como mais uma maneira de se aproximarem dos eleitores, e, assim, conquistarem mais votos.

 

(Rodrigo César Brum, consultor de marketing empresarial, político e digital)

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