Reflexões para este início de ano
Redação DM
Publicado em 2 de janeiro de 2018 às 22:56 | Atualizado há 9 anos
Esta primeira semana do ano, em que se celebra o Dia Mundial do Hipnotismo (4 de janeiro) e que sucede um dos períodos de intenso consumismo, nos motiva a refletir sobre esta maravilha da Criação que é a mente humana. Mas vamos começar pelo cérebro dos animais.
Certa vez li sobre os prodígios cerebrais dos morcegos. Na caça aos mosquitos, eles emitem sons e, com o sonar de seu pequeno cérebro, identificam a posição dos insetos em voo. A agilidade impressiona. E mais impressionado fiquei quando soube que o minúsculo cérebro dos mosquitos está equipado de sensores que detectam os sons emitidos pelo morcego. Interpretam o perigo e se põem a voar em ziguezague, para confundir o predador.
Que dizer, então, do cérebro humano? E sobre a mente, que se configura num sistema muito mais complexo ainda? Se o conhecimento do cérebro humano tem exigido da ciência séculos e séculos de pesquisas, o que exigirá de nós o conhecimento da mente?
Ao apresentar esta questão, ocorre-nos o caso de todos aqueles que imaginam que este é um assunto para qualquer cursinho. Tentados por um marketing enganoso, acreditam ser possível penetrar nos segredos da mente lendo um livro ou frequentando um curso de uma semana, ou de um mês…
De onde vem tanto interesse? A resposta varia de pessoa para pessoa. Há os que buscam no desenvolvimento mental fins imediatistas, tais como: vender mais num final de ano e em outras datas propícias, ganhar mais dinheiro em menos tempo, impressionar mais e melhor no trabalho e nas rodas sociais, ser elevado ao rol dos gênios, manipular pessoas e grupos, exibir poderes, marcar mais pontos na competição profissional, etc.
Mas há os que intuem ser a mente importantíssima na edificação de uma nova vida e de um destino melhor, em termos de sabedoria e paz interior, de felicidade e evolução, bem como de bondade e ajuda aos semelhantes.
Como controlar a imaginação? Como melhorar a memória? Como aprender a pensar? Que diferença existe entre pensar e pensamento? Como introduzir disciplina e ordem nas operações mentais? Como organizar cada uma das faculdades da inteligência? Como conhecer e utilizar corretamente a razão, a reflexão, a observação, o entendimento, a intuição e demais faculdades? Que vantagens tem tudo isso para a vida?
O espaço de um artigo é por demais pequeno para abordar tudo isso, com a amplitude e profundidade que merece. Mas no livro Logosofia, Ciência e Método, do pensador Carlos Bernardo González Pecotche, vamos encontrar uma palavra séria e original a respeito. Apresentando a mente numa concepção que a eleva à categoria de sistema, aborda conhecimentos sobre sua estrutura, sobre a mente superior e a inferior, sobre a ação coordenada de suas faculdades, sobre a função de pensar no processo de evolução consciente e sobre a percepção consciente no ato de pensar. Oferece, a cada passo, ensinamentos e indicações importantes para o tão buscado adestramento mental.
(Dalmy Gama, escritor, professor, docente de Logosofia)