Resposta a Marconi Perillo
Redação DM
Publicado em 7 de fevereiro de 2017 às 01:08 | Atualizado há 9 anos
“Todos acreditamos que é hora de sairmos da vala comum e efetivamente demonstrarmos a nossa FORÇA, a nossa vontade política e nossa decisão de inovar, de sermos criativos; e de sermos um ponto fora da curva neste País onde as coisas são muito morosas e os avanços são muito demorados. Queremos uma agenda afirmativa, positiva para o Brasil a partir do Brasil Central”.
A assertiva é do Marconi Perillo. Ele é a figura que, já completando duas décadas, tem sido a de maior destaque no cenário político goiano. É uma frase concisa e que não é mera citação de um discurso em evento de expressão nacional, como o foi o encontro de governadores semana passada, ocorrido em Goiânia. Ela reflete o permanente estado de espírito do atual governador de Goiás. Ser propositivo tem sido sua marca.
Já o grifo na palavra FORÇA, é nosso, não só para enfatizar o desejo de que ela seja mais que palavra, torne-se realidade, mas sobretudo para que percebamos que um mero sinal ortográfico ou um mero tropeço, pode fazer dela uma FORCA. E assim fazer rolar todos nossos esforços para a “vala comum”.
A recente visita do governador Geraldo Alckmin o fez render-se ao fato de que o caminho dos Bandeirantes que vinham levar nosso ouro agora se inverteu. Onde havia o extrativismo de ideias passou a ter diálogo. E o ouro dos exemplos que temos não se leva mais, só faz atrair reconhecimento e mais riquezas. Nunca antes um governador da mais alta expressão territorial do Brasil havia reconhecido de um líder interioriano: “Marconi é o governador do desenvolvimento e da inovação”, disse Alckmin.
Goiás tem à sua frente decisões e desafios importantes a serem superados. O mínimo que uma figura de expressão pública local pode fazer é dar vazão a eles e incentivar o nosso preparo. Estamos juntos no mesmo vagão. E o que estamos vendo é que o desempenho do Estado de Goiás tem sido fator de apoio estabilizador da locomotiva chamada Brasil. Assim, o que é expressão local vai se tornando global. O Goiás glo-cal torna-se mina de exemplos. As estações por onde passam os trilhos do avanço são, antes de mais nada, estações de espírito, de “decisão de sermos criativo” e de estratégia prospectiva. Temos que tê-las todas bem visíveis, pro-ativas e em ordem para que a locomotiva possa passar rumo ao desenvolvimento contínuo que todos queremos, sem “morosidade” e sem “demora”.
No entanto , não é tão simples assim. Muitos deixam de reparar em chamados como este que nos faz agora (e em diversas ocasiões) o maior líder político do Estado de Goiás. Alguns tendem a ignora-los pelo simples fato de que vêm de homens públicos e de homens públicos devemos desconfiar, discordar, pois só merecem a oposição e ponto final. Outros desdenham isentando-se previamente da culpa da omissão ao tentar transferi-la para a figura desgastada dos políticos na terra devastada da moralidade.
Pois eu digo que essas reações de indiferença a chamados positivos funcionam mais como álibis do que justificativas. Caem como luva nos dedos em riste da paralisia e da descrença diária, que se retro-alimentam até surgir a apatia. Mas não. A realidade é feita de situações vibrantes e devemos abrir os olhos para ela. Bem ao contrário do comodismo fácil e vicejante, a realidade contemporânea de Goiás palpita em todos os cantos e nos pede percepção e ação (se possível, antecipação), para que possamos “sair da vala comum” e ser “o ponto fora da curva”, que só virá quando agarrarmos pelo chifre o fator da mudança.
Toda mudança, essa sim, é mais simples que se pensa. Ela começa pela disposição do seu protagonista em acreditar e fazer parte dela, despido de ideologias e dissimulações. A partir daí, devemos dar vazão ao nosso exemplo individual, acompanhar os movimentos, cobrar e participar do cenário que, no caso específico, nos é projetado pelo governador Marconi Perillo.
No Mercado Comum proposto como uma ideia avançada que reflete uma nova realidade entre os Estados da Federação, não se pode esquecer da argamassa da cultura. É ela que vem para fixar os tijolos do desenvolvimento. Sem ela, tudo que é construído logo se transforma em ruínas. E a resposta ao governador Marconi Perillo está na ponta da língua e nas mãos de todos nós que fazemos cultura. À FORÇA do desenvolvimento deve-se juntar o vetor da sedimentação cultural. Do contrário, o pedestal se transforma em cadafalso.
(Px Silveira. Presidente do Instituto ArteCidadania)