Ser camarada. Você não precisa ser um mágico, “Mister M”
Redação DM
Publicado em 26 de julho de 2016 às 22:02 | Atualizado há 10 anos“Entenda que amigos vão e vêm. Mas nunca abro mão de uns poucos e bons.” Pedro Bial.
Vamos por partes: o que realmente entendemos por ser uma pessoa camarada ou ter uma ação ou atitude de camaradagem: Recorro ao dicionário: substantivo feminino. Condição de camaradas, de companheiros, de amigos; sentimento ou relação que há ou se desenvolve entre camaradas; familiaridade, cordialidade, companheirismo.
Sabemos que programas de recompensas e reconhecimentos são componentes essenciais de todo esforço para a formação de uma equipe bem-sucedida. Quando você estiver introduzindo descontração ou brincadeiras no seu ambiente de trabalho, é importante lembrar-se do primeiro princípio para trabalhar em um ambiente de camaradagem: “Pense nas pessoas concretamente envolvidas no seu dia a dia no trabalho.”
Normalmente é sempre o chefe quem recebe os louros da camaradagem; em qualquer ocasião ele é aclamado “O bom companheiro”, o “bom camarada”, e poucos são aqueles que fazem o caminho inverso e, reconhece em sua equipe, seus colegas como: “Bons companheiros”, ou “bons camaradas”.
A boa camaradagem é como um cheque nominal à sua equipe, e não pré-datado, podendo ser repassado para frente sem receios.
Funciona mais ou menos assim: no campo (valor), escreva: inestimável, no campo (quantia – por extenso), substituir pela palavra (reconhecimento). Pago por esta camaradagem o valor inestimável de: respeito e consideração – e lógico, a depositar no banco da amizade.
A não camaradagem é como um cheque pré-datado, e o que é pior: sem fundos! Outros locais que o receberam sabem das consequências. Pessoas com este perfil ou reputação, não somam esforços nenhum para melhorar sua equipe.
A melhor situação para tornar seu ambiente de trabalho descontraído, permitindo que seus colegas mostrem serem realmente camaradas ou não, é contar com a plena cooperação da gerência em sua totalidade. É saber envolver todos sem distinção.
A camaradagem nos permite atingir lugares cimeiros (altos e de bons níveis), é somente questão de tempo. Jamais,esquecemos de colegas camaradas.
Identificamos uma boa camaradagem pelas suas virtudes apresentadas, e a falta nos mostra seus pecados declarados.
No início do texto, disse que não precisamos de mágicos ou truques para perceber se estamos diante de um ambiente de camaradagem em nossa equipe, o “ser camarada”, implica em:
Criar uma ajuda mútua, não ser detentor da razão, considerar os colegas como amigos, saber delegar as tarefas, ser bom observador, saber marcar encontros extralaborais, ser participativo/entusiasta, saber comportar-se no seu ambiente de trabalho e contar com os outros sem antes de tomar qualquer decisão.
Agora, um ambiente de não camaradagem, vai implicar em seus setes pecados:
Criam ameaças silenciosas, tudo acontece por querer, assuntos mudam constantemente, os problemas nunca são importantes, os sentimentos de culpa são de outros, nada é correto e, sempre aparece um culpado ou doido, para as situações.
Saliento que sempre trabalhei com pessoas camaradas e ambientes bons. É claro que, tive e tenho meus problemas e situações difíceis, mas, em nenhum momento, faltou a boa camaradagem de colegas para me ajudar a resolvê-los.
Atualmente, trabalho em uma unidade conhecida por VaptVupt, e meu serviço é “Multitarefas (@atend+)”, voltado ao atendimento ao público. Afirmo, o quanto é prazeroso, trabalhar em um ambiente, aonde a camaradagem não é sujeito oculto. Todos são camaradas e, cada um, tem sua maneira especial e cortês de ajudar.
Não posso deixar de falar de pessoas que mesmo não fazendo parte da nossa equipe, trazem uma camaradagem ímpar, não somente repassando ensinamentos, como também, perfumando o ambiente com atitudes generosas.
São essas pessoas que, com as mãos estendidas, nos auxiliam. Estou falando do colega Mário – sim, ele é de outro órgão. Valeu Mário, obrigadão, e até a próxima!
Queridos leitores! O que dificulta nossas ações de terem uma pitada de camaradagem? Que tal discutirmos em grupo? E vamos à luta!
(Cezar Tadeu S. Veiga, administrador de empresas. Especialista em Docência Universitária, especialista andragógico em Gestão de Pessoas. Site: www.formador.com.br – 99063173 e 99080218)