Tomara que dê certo!
Redação DM
Publicado em 24 de outubro de 2016 às 23:58 | Atualizado há 10 anosA Proposta de Emenda Constitucional nº 241 – PEC do teto dos gastos do governo, que tem causado repercussão nacional é nada mais que uma luz no fim do túnel para a retomada do crescimento do país. Ela atuará na causa fundamental do problema fiscal, o crescimento acelerado dos gastos. A partir daí o governo junto com sua equipe econômica já começa a traçar novos rumos para a economia. Haverá aumento da confiança dos investidores gerando o crescimento econômico para o país sair do atual cenário de recessão. É preciso tomar algumas medidas em longo prazo, e o governo não tem medido esforços para que isso ocorra.
Analisando a atual situação macroeconômica, o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso diz em uma entrevista que a Proposta de Emenda Constitucional nº 241 – PEC do teto dos gastos do governo é consideravelmente viável, porém, deverá passar por revisão antes dos 10 anos, mas ele se diz confiante e que este é o caminho certo a seguir. A PEC 241/2016 que estipula limite para o crescimento da despesa primária, deixa bem claro que a máquina pública apenas poderá gastar com base na inflação do ano anterior, por exemplo, de 6%, no ano seguinte o gasto primário da União poderá crescer no máximo 6%. Será que agora o gestor público terá mais disciplina?
Os economistas de todo o país estão de olhos bem abertos e atentos. Pesquisas mostram que se a proposta de emenda constitucional houvesse sido aplicada há 10 anos quando os gastos do governo já apresentavam sinais de aumento real, nosso déficit não estaria tão elevado hoje, com expectativa de consumir 70% PIB do país em 2017. Muitas críticas em relação às medidas do atual governo estão sendo lançadas na mídia. A oposição questiona a proposta se tratando desses dois setores do país, não se pode estipular um teto de gastos quando se refere à educação e saúde, e que a intenção do governo é cortar investimentos. A intenção é incentivar e deixar o país mais atrativo para os investidores do resto do mundo. A população de baixa renda será beneficiada do ajuste. Estamos com 12 milhões de desempregados, que dependem da recuperação econômica do país.
A proposta do governo federal para saúde e educação será definida com base no orçamento do ano anterior, quando passa a ser reajustada com base na inflação. Os investimentos serão corrigidos pelo IPCA acumulado a partir da proposta orçamentária de 2018. Por mais doloroso que seja aceitar que esse é o melhor caminho a seguir, os brasileiros precisam acreditar no longo prazo e que nossa economia voltará a ser uma potência mundial e superavitária. Tomara que dê certo!
(Glaicon Mendes Rosa, secretário-geral do Centro Acadêmico de Economia V de novembro e estudante de Economia PUC Goiás)