Uma análise sistemática e psicológica sobre transtorno ou síndrome do pânico
Redação DM
Publicado em 28 de novembro de 2017 às 23:29 | Atualizado há 9 anosPrimeiramente gostaria de dizer algo sobre depressão, haja vista que, de acordo com alguns estudos a síndrome do pânico é oriunda de uma depressão não observada pela pessoa ou mesmo ignorada (a enfermidade) ou trada de forma incompleta ou não integralmente.
Devemos observar que a depressão é uma doença da alma, sendo alimentada com as emoções e pensamentos negativos por parte do enfermo, quando não tratada vai, com certeza, começar apresentar sintomas físicos como: insônia ou sono excessivo (mais raro); falta de apetite; desânimo, tristeza e choro sem motivo “real”; desinteresse pela vida; vontade de “morrer”, apatia, dentre outros.
É fato inquestionável que somos o que pensamos e agimos de acordo com aquilo que pensamos, assim somos levados de acordo com emocional. O cérebro, diga-se de passagem, é burro, pois ele age de acordo com os pensamentos e emoções que o enviamos a ele, a cada momento de nossa existência terrena. O cérebro simples decodifica as nossas emoções e pensamentos, nada mais. Estamos ansiosos o cérebro vai produzir hormônios que nos permitirá ficarmos em estado de ansiedade patológica.
A pessoa mentalmente desequilibrada tenta se defender contra o seu próprio inconsciente. Há uma intensa luta intrapsíquica e isto é muito doloroso.
As enfermidades mentais ou psíquicas caracterizam-se por um número muito grande de perturbações, dentre elas citamos de forma sucinta: perturbações da consciência; perturbações do humor; perturbações gerais na forma e processo do pensamento; perturbações da memória; perturbações da fala; perturbações da percepção e outras.
Podemos dizer que os sintomas do transtorno do pânico são períodos espontâneos, episódios e intensos de ansiedade, geralmente durando menos de uma hora. Os sintomas mentais principais são medo extremo e uma sensação de morte e destruição iminentes, mas o paciente não é capaz de indicar a fonte de seu medo.
Alguns sintomas físicos frequentemente incluem taquicardia, sudorese, dispneia (falta de ar), dor ou desconforto no peito, náusea ou desconforto abdominal, vertigem e sensação de desmaio. O paciente pode sentir-se bastante confuso, não conseguir concentrar-se, apresentar dificuldade para falar e comprometimento da memória.
Quando comentamos que a síndrome do pânico é uma ramificação ou um “alongamento” de uma depressão não observado pelo paciente ou mesmo não tratada devidamente como se faz necessário.
Foi o admirável Emil Kraepelin, o nobre psiquiatra alemão, quem apresentou melhores análises sobre a depressão no século passado, classificando-a como de natureza unipolar, quando é menos grave, mais simples e rápida, e bipolar, quando responsável pelas associações maníacas.
Tanto a depressão quando a síndrome do pânico, seja como for considerada, é sempre um distúrbio muito angustiante pelos danos que proporciona ao paciente: dores físicas, taquicardias, problemas gástricos, inapetência, desespero, isolamento, ausência total de esperança, pensamentos negativos, ansiedade, tendência ao suicídio… O enfermo tem a sensação de que todas as suas energias se encontram em desfalecimento e as forças morais se diluem ante a sua injunção dolorosa.
Revendo uma matéria que foi publicada na revista Veja, 21 de fevereiro de 2001: “Hoje se sabe que as amigdalas, estruturas cerebrais localizadas na região das têmporas, tem a função de identificar situações de perigo e enviar ao hipotálamo, local de controle do metabolismo, o sinal para que certas reações sejam deflagradas. As amígdalas reconhecem uma ameaça porque são alimentadas pelo sistema límbico, a parte mais primitiva do cérebro, que constitui uma espécie de banco de memória do medo. É no sistema límbico que estão armazenadas as informações que remetem a temores ancestrais, como os de animais ferozes, fogo ou escuridão. Além disso, o sistema límbico registra dados que se referem a experiências em que o medo foi adquirido por aprendizado ou por trauma. De acordo com as pesquisas recentes, os fóbicos apresentam uma hiperatividade nessa região”.
Sabemos ainda que há evidências que o sistema límbico seja regulado por duas substancias neurotransmissoras, a serotonina e a noradrenalina que se relacionam ao humor e às sensações de prazer e bem-estar.
De acordo com a Ciência Médica Espírita: há, entretanto, síndromes de distúrbio do pânico que fogem ao esquema convencional. Aquelas que tem um componente paranormal, como decorrência de ações espirituais em processos lamentáveis de obsessão.
Agindo psiquicamente sobre a vítima, o ser espiritual estabelece um intercambio parasitário transmitindo-lhe telepaticamente clichês de aterradoras imagens que se vão fixando, até se tornarem cenas vivas, ameaçadoras, encontrando ressonância no inconsciente profundo, onde estão armazenadas as experiências reencarnatórias, que desencadeadas emergem produzindo confusão mental até o momento em que o pânico irrompe incontrolável, generalizado.
As terapias libertadoras têm a ver com a transformação moral do paciente, a orientação ao agente e a utilização dos recursos da meditação, da oração, da ação dignificadora e beneficente.
Quando a ansiedade eleva-se acima do baixo nível de intensidade característico de sua função como sinal, temos a ansiedade patológica, podendo expressar-se, neste caso, como uma crise de pânico.
Finalmente, após este breve artigo, haja vista que o assunto é expressado e estudado em vários livros, temos que agir rápido como a profilaxia (tratamento) abrangendo os três principais responsáveis pelo síndrome do pânico.
O paciente deve procurar um médico psiquiatra para que a terapia medicamentosa seja logo prescrita, caso haja necessidade de tal procedimento.
Concomitante a esse passo o paciente deve procurar com a devida urgência um psicoterapeuta de sua confiança para iniciar o principal que é mudar os pensamentos, as emoções e compreender como deve agir a partir de então para interromper o processo doloroso da síndrome do pânico.
E finalmente o paciente deve buscar ajuda espiritual, a fim de que o lado obscuro da compreensão humana possa ser: tratada e compreendida – a sombra ou lado obscura da alma, na visão de Carl Gustavo Jung.
(Dr. José Geraldo Rabelo, psicólogo holístico, psicoterapeuta espiritualista, parapsicólogo. Filósofo clínico, artista plástico, prof. Educação Física. Especialista em família, depressão, dependência química e alcoolismo. Escritor e palestrante. Watsapp – 984719412 – Cons. 30937133 Email: rabelojosegeraldo@yahoo.com.br e/ou rabelosterapeuta@hotmail.com)