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Uma análise sistemática sobre a cura numa visão psicológica e espiritualista

Redação DM

Publicado em 1 de abril de 2016 às 02:11 | Atualizado há 10 anos

O ser humano se reproduz e desenvolve, de forma a não apresentar doenças. As que o acometem, excluídas as de predisposições genéticas, têm origem nos maus hábitos alimentares, nos comportamentos inadequados, nos vícios de toda ordem, nos acidentes, no uso de medicamentos; mas que produzem efeitos colaterais graves, nos transtornos psíquicos, outras na falta de informação e conhecimento e há até aquelas devidas à irresponsabilidade, na falta de auto disciplina e bom senso, portanto, provocada, direta ou indiretamente, pelo próprio indivíduo. Quando ocorre qualquer distúrbio ou lesão em alguma parte do corpo, o próprio corpo desencadeia as defesas orgânicas necessárias para o retorno ao equilíbrio e cura. (Corpo entendido como mente, corpo físico e espírito). Com base nesses princípios, podemos afirmar que nenhum médico cura, nenhuma medicação cura, nenhum psicoterapeuta cura. Tanto esses profissionais quanto os medicamentos, conhecimentos e tecnologias dessa área são auxiliares do corpo. O corpo, sim, se cura.

Imagine uma situação em que uma equipe médica faz um transplante bem sucedido. Um órgão gravemente lesado é substituído por outro sadio. Se o corpo desse paciente tiver perdido as suas capacidades de coagulação do sangue, de revascularização, de cicatrização, orgânico, fisiológico, e, se tiver perdido as defesas do sistema imunológico, não haverá remédios ou médicos, de qualquer especialidade, que sejam capazes de “curar” esse paciente. O mecanismo de funcionamento da vacina também ilustra a tese.

Se os médicos, os psicólogos, os remédios curassem, ninguém morreria senão por velhice. Conceitos contrários a essa constatação são passados, veiculados de forma ideológica e pouco sadia.

É necessário que exerçamos nossa capacidade de raciocínio para desmistificarmos idéias ultrapassadas e tão perniciosas quanto à superstição e o charlatanismo.

Os profissionais da saúde são imprescindíveis para a prevenção e combate às doenças, lesões, somatizações e merecem todos os nossos respeito e admiração, porém, sem mitos.

Ser médico apenas pedindo exames e receitando remédios, fazendo do paciente uma cobaia para o enriquecimento dos laboratórios, acredito não haver necessidade de tantos anos de faculdade e estudos. O farmacêutico faz melhor. Ser psicólogo  apenas para ouvir o paciente, inventar nomes para suas neuroses, mostrar caminhos prontos ou, pior, buscar no “achologismo” formas mágicas para resolver os “problemas” do paciente, apenas como forma “legal” de se enriquecer, fazendo do paciente um dependente do terapeuta. Com certeza os “curandeiros”, “ledeiras de sorte” e “pais de santo” fazem melhor. O dia que descobrirmos um remédio que cure, estaremos superiores ao Criador, pois teremos superado sua obra mais perfeita: A Vida.

À medida que o ser humano evolui, abençoado pelas extraordinárias conquistas da ciência e da tecnologia de ponta, mais aspira pelo bem estar, pela saúde integral.

Embora a cura esteja dentro de cada ser e nas reações “neuro-psico-orgânico-socio-espiritual” de cada indivíduo em suas particularidades de espirituais únicos. As incomparáveis realizações no campo da medicina, nos seus múltiplos aspectos, conseguiram tornar a existência terrena mais aprazível e digna de ser vivida, conseguindo debelar epidemias destruidoras que, periodicamente, ameaçavam de extinção a Humanidade, possibilitando o uso da anestesia, dos analgésicos e antibióticos poderosos, combatendo a dor , o vírus e bactérias. Do ponto de vista psicológico e psiquiátrico, diversos transtornos neuróticos, psicóticos e de comportamento puderam ser minimizados e alguns curados, dignificando a criatura humana que jazia encarcerada nas prisões sem grades da loucura e dos distúrbios de conduta.

Toda a vilegiatura carnal do espírito imortal deve ser direcionada para a conquista de si mesmo. A começar pela compreensão da auto cura e de como necessário se faz compreender a visão da saúde integral no ser que também se faz integral.  A aquisição da saúde real, integral, constitui meta primordial a ser alcançada por todas as pessoas e, por outro lado, com a ajuda de todos. Herdeiro das experiências evolutivas, tem viajado longamente dos instintos à razão, ao dicernimento, à conquista da consciência, descobrindo a sua realidade de ser imortal, cuja trajetória ilimitada prossegue além da vestidura carnal ou além túmulo.

Finalmente, devemos estar atentos quanto à monopolização da saúde, haja vista, que a preservação e prevenção da saúde física, mental e espiritual do indivíduo é dever e obrigação de todos os profissionais capacitados legalmente para o exercício de sua tarefa junto ao ser humano, lembrando que ninguém cura ninguém, pois como disse o Mestre: “A tua fé te curou.” Curar é estar mais apropriado para a vida e a cura não se processa de fora para dentro; mas de dentro para fora, assim como as frutas que amadurecem de dentro para fora. Somente o  amor interior cura as mazelas do corpo exterior, portanto, quem se ama se cura. O cérebro não é uma folha de papel em branco, segundo a acepção de diversos estudiosos das doutrinas psicológicas e espiritualistas. Certamente, na sua constituição, é destituído de quaisquer marcas, que são assinaladas posteriormente pelo Espírito em processo de reencarnação…

 

(Dr. José Geraldo Rabelo, psicólogo Holístico, psicoterapeuta espiritualista, parapsicólogo, filósofo clínico, artista Plástico. Especialista em família, depressão, dependência química e alcoolismo. Escritor e palestrante. Emails.: [email protected]  e/ou [email protected])

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