Vai ser maçante, companheiros!
Redação DM
Publicado em 7 de maio de 2016 às 01:44 | Atualizado há 1 ano
A poucos dias de Dilma ser defenestrada, a par do alívio de ver o Brasil livre do governo mais incompetente de sua História, sinto que perderemos uma fonte permanente de divertimento. Isto porque a todo momento surge, do Planalto, alguma novidade digna de figurar no engraçadíssimo Febeapá do genial Stanislaw Ponte Preta. Os últimos besteiróis vieram de uma prédica em que V. Exª. nos assegurou que o seu mandato não é o de uma “pessoa individual”, provavelmente querendo dizer que seria de uma pessoa… coletiva! No mesmo discurso(!) jurou ter havido um tempo no Brasil em que “os índios morriam por falta de assistência técnica”! Convenhamos, vai ser muito difícil, agora que acostumados a tanta diversão, termos que aguentar o comedimento, a circunspecção e a chatíssima racionalidade de Michel Temer. Vai ser maçante, companheiros!
(Silvio Natal, via e-mail)
Ainda não falamos das flores
O que os estudantes de Direito deste País aprendem com o golpe transitando em julgado, sem que a atual chefe do Estado mor tenha cometido qualquer crime contra a nação brasileira? O que os estudantes de Direito aprendem com o supremo acovardado, conforme afirmou inteligentemente o ex-presidente Lula? Quantos estudantes de Direito e de outras áreas não estão abismados com a falta de patriotismo dos fascistas que querem tomar o País de assalto? Quantos nobres advogados formaremos futuramente diante da partidarização da justiça, quer dizer, um só lado sendo enxergado, julgado e condenado? O que significa fato, o que significa direito para as pessoas que mal passaram na porta da escola, fruto dos inumeráveis golpes que pessoas da justiça e do meio político vêm aplicando ao longo de anos contra os mais pobres e humildes do Brasil? Como acreditar num país onde a obediência e o respeito são cobrados de forma militar somente de quem mais respeita a nossa pátria, ou seja, a massa de trabalhadores. O que as futuras gerações aprenderão com a justiça, que até aqui dá aval para políticos corruptos?
(João Silvino, via e-mail)
E a tocha olímpica finalmente vem à Capital
Mas será que mereceu tantos holofotes como ocorrido?
Tantas preparações, coberturas jornalísticas, que até chegamos a esquecer por um instante os problemas do cotidiano da cidade e do estado.
Esquecemos a falta de vacinas contra H1N1, a dengue, zika e chikungunya. Esquecemos a falta de segurança, a falta de leitos nos hospitais, falta de iluminação, asfalto. Esquecemos até do impeachment da “presindenta”.
Neste momento podemos perceber o quanto o brasileiro é ingênuo. O quanto é fácil agradá-lo.
Não estou discriminando a importância da tocha olímpica, mas acho que neste momento as pessoas estão precisando de outros cuidados.
Ainda temos o problema causado na rotina do trabalhador que é usuário do caótico transporte coletivo, que nesta quinta-feira, graças à tocha, se tornou mais caótico ainda.
Trabalhadores andando de um lado para o outro sem saber qual ônibus pegar para voltar à sua casa depois de um dia exaustivo. Itinerários longos para gente que mora distante do trabalho se tornaram ainda mais longos.
Realmente não vimos este lado do espírito esportivo, ou até vimos, mas a chama olímpica acabou ofuscando nossos olhos.
(Hugo Alexandre Scalabrini, via e-mail)

