Vamos refletir!
Redação DM
Publicado em 8 de outubro de 2015 às 22:48 | Atualizado há 11 anosAssim como existe o senso comum em relação às bases teóricas sociológicas e filosóficas dos estudos que envolvem o fenômeno da criminalidade, existe o senso comum em relação à atual situação da criminalidade brasileira, não sei de quem é o interesse e nem o porquê de estarmos vivendo essa situação hoje em dia… A mídia está propagando de forma totalmente negativa todas as atuações dos policiais militares dos Estados brasileiros, jogando a comunidade de bem contra os policiais que arriscam diuturnamente suas vidas em prol da paz social, e digo mais, estão fazendo uma lavagem cerebral no sentido de inverter os valores da nossa sociedade. Hoje vivemos em uma sociedade altamente consumista e mergulhada no vício das drogas, só não enxerga quem se omiti da realidade.
Da mesma maneira como os policiais militares carregam até hoje uma culpa que não é sua em relação às ilegalidades ocorridas na época da ditadura, existe uma falsa percepção de que os criminosos de hoje são semelhantes aos do passado, em que a maioria cometiam crimes devido a sua condição social, que foi inserido na sociedade sem outras oportunidades desde o seu nascer, e o policial é o braço opressor do Estado para manter o sistema vigente. Será que é exatamente assim mesmo? É preciso refletir… Pois quem está no fronte hoje, não está vendo pessoas humildes no cometimento de pequenos delitos e sem esclarecimento acerca de suas condutas, pelo contrário, nossa sociedade está abarrotada de jovens extremamente violentos e movidos por uma “cultura” do consumismo exacerbado e em busca de um status social do luxo e regado por drogas, álcool e festas. Sim, são esses os criminosos de hoje, são pessoas esclarecidas, que tem contato e acesso à internet e todo meio de comunicação e informação, que tem acesso à educação e cursos de tecnologia (ao menos isso, devo reconhecer que melhorou muito no governo PT), mas grande parte prefere a vida fácil e o luxo proveniente do crime, custe o que custar e a vida de quem custar, pois não possuem limites e tampouco escrúpulos, é a sociedade em que a violência banalizou, é a violência pelo prazer!
Senhores reflitam! A sociedade também mudou, mas mudou para todos, inclusive para os “desviantes”, hoje são pessoas excessivamente mais violentos e inconsequentes, o objetivo do cometimento do crime não é mais o “furto famélico”, mas sim alimentar uma vida coberta de luxo, status, regada a muito álcool, drogas, festas, roupas e objetos de marca (status vendido pela mesma mídia que não cansa de apunhalar e responsabilizar a polícia por todas as mazelas do Brasil) em que o meio para alcançar este fim está cada vez mais banalizado, que é a violência custe o que custar.
Inserido nesse contexto está o policial militar, que ao contrário do que muitos pensam, preferem exercer uma atividade de polícia preventiva e evitar o cometimento do crime, mas vale lembrar que a gênese do crime no Brasil está fora da esfera de atuação do policial militar, é algo muito mais complexo que envolve as distorções culturais de valores do jovem brasileiro, acaba que resta ao policial, muita das vezes apenas a reação policial, e como deve ser essa reação? Obviamente de forma proporcional à ação que vem massacrando todos os dias às pessoas de bem. Policial também tem família e zela por sua vida, não queiram disseminar um posicionamento de desvalorização da vida do policial militar, como se fosse algo descartável. Servir e proteger é a missão, mas proteger também nossa própria vida! Não existe verdade absoluta, mas ao menos antes de fazer julgamento de valores, vamos pesar os dois lados da moeda, vamos refletir!
(Vinicius Ribeiro Alves, aspirante PMGO, pós-graduando em Criminologia e Segurança Pública pela UFG)