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Caiado e órgãos goianos condenam manifestações golpistas em Brasília

O governador de Goiás e órgãos públicos goianos se dizem perplexos e condenam as manifestações terroristas ocorridas neste domingo, 8, em Brasília

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O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), o Ministério Público de Goiás (MPGO), o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e a cúpula do Poder Judiciário reagiram aos atos terroristas em Brasília, ocorridos neste domingo, 8, por meio de notas que repudiam as manifestações antidemocráticas.

As invasões no Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto deixaram brasileiros e órgãos perplexos pelo estrago causado por bolsonaristas terroristas. Vidros foram quebrados, objetos saqueados e salas depredadas por pessoas que não concordaram com o resultado das últimas eleições e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou em nota que "a democracia não pode ser posta à prova a cada resultado eleitoral" e que "não existe a mínima justificativa para estes atos antidemocráticos".

Confira a nota do governador:

"O que aconteceu hoje em Brasília é a tentativa da barbárie se sobrepor às nossas instituições democráticas. Algo absolutamente inadmissível, inaceitável e condenável sob todos os aspectos.

Temos que ser intransigentes na defesa da nossa democracia. A democracia não pode ser posta à prova a cada resultado eleitoral, por aqueles descontentes com o resultado das urnas.

Já venci e já perdi eleições e nunca, em nenhuma hipótese, aventei a possibilidade de questionar qualquer resultado.

É importante repetir: não existe a mínima justificativa para estes atos antidemocráticos. Não podem ser considerados patriotas aqueles que atentam contra o estado democrático de direito e se voltam contra sua própria Nação.

A democracia é soberana e deve ser defendida e respeitada".

O Ministério Público informu por nota que a defesa de ordem jurídica foi desrespeitada de maneira criminosa e merece punição.

Confira a nota:

"A democracia, viga-mestra do contrato social, deve ser respeitada e preservada sempre! Por isso, o Ministério Público de Goiás (MPGO) condena e repudia quaisquer atos que atentem contra as instituições, como os ocorridos em Brasília na tarde deste domingo (8/1).

O Ministério Público tem entre suas atribuições a defesa da ordem jurídica, obviamente desrespeitada na tarde de hoje, de forma criminosa e que merece a devida punição.

Invasão a prédios públicos dos três poderes legitimamente constituídos, agressão a agentes das forças de segurança, contestação da vontade democrática da maioria dos eleitores, nada disso pode ser tolerado, sob pena de corrosão da democracia e do bem-estar social".

O Tribunal de Justiça informou que "esses atos devem ser apurador e os responsáveis exemplarmente punidos. Confira:

"O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) expressa veemente repúdio aos atos criminosos praticados, nesta data, contra os três Poderes da República, que culminaram na invasão e depredação dos prédios do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Esses atos, que atentam contra o Estado Democrático de Direito, a ordem constitucional e a segurança pública, devem ser devidamente apurados e os seus responsáveis exemplarmente punidos, restaurando-se a legalidade e a paz social".

A cúpula do Poder Judiciário também se manifestou por nota, afirmando que "está indignada ante os graves acontecimentos ocorridos neste domingo, 8, com atos de violência e destruição do patrimônio público". Confira:

"O Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral, o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho e o Superior Tribunal Militar vêm a público manifestar sua indignação ante os graves acontecimentos ocorridos neste domingo, 8 de janeiro, com atos de violência contra os Três Poderes da República e destruição do patrimônio público.

Ao tempo em que expressam solidariedade às autoridades legitimamente constituídas e que são alvo dessa absurda agressão, reiteram à Nação brasileira o compromisso de que o Poder Judiciário seguirá firme em seu papel de garantir os direitos fundamentais e o Estado Democrático de Direito, assegurando o império da lei e a responsabilização integral dos que contra ele atentem".

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