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“Câmeras vão monitorar criminosos e não policiais”, diz Caiado em seminário

Durante seminário internacional de Segurança Pública, governador disse que debate sobre câmeras desvia o foco do combate ao narcotráfico.

Ronaldo Caiado participa de seminário sobre segurança pública em Brasília: “Querem desviar o assunto” Ronaldo Caiado participa de seminário sobre segurança pública em Brasília: “Querem desviar o assunto”

O governador Ronaldo Caiado criticou a portaria do Governo Federal que sugere uso de câmeras nas fardas dos policiais. Durante o Seminário Internacional sobre Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, em Brasília, Caiado rebateu o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, que defendeu o monitoramento dos agentes. No seminário, Caiado discutiu um plano de combate às organizações criminosas em atuação no Brasil.

“Com todo respeito ao secretário, não vou botar câmera em policial. Quem tem que ter câmera é quem está no semiaberto, quem usa tornozeleira e quem está dentro das penitenciárias”, afirmou. “O que devemos é ampliar o trabalho de uma corregedoria austera”, complementou.

Durante sua exposição, o governador explicou como a segurança pública em Goiás conseguiu reduzir os principais índices de criminalidade nos últimos anos, com ênfase no trabalho integrado, autonomia para agir e separação de facções nos presídios.

O governador apontou a articulação de narcotraficantes como um dos maiores problemas enfrentados pelo Brasil. “Estamos tratando de algo que põe em risco a economia do país e a vida das pessoas. E, de repente, querem desviar o assunto”, pontuou. “Não consigo interpretar essa lógica de que a câmera no policial é o fator que vai inibir o narcotráfico de agir da maneira como está agindo”, reforçou ele.

Caiado também chamou o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) de “factoide”, referindo-se à dificuldade de conseguir apoio financeiro do governo federal para execução de projetos na área. Apesar disso, continuou, Goiás tem se destacado no cenário nacional pelo combate ao crime. “Aqui, bandido é pra cumprir pena. Faccionado e estuprador não têm direito a visita íntima. Ponto final. Separei facções, isolei comandos. A criminalidade teve uma queda vertical, porque é lá [nos presídios] o grande escritório do crime”, relatou.

“A falta de segurança afeta a vida e o patrimônio das pessoas”, enfatizou o governador ao estabelecer uma relação direta entre a boa avaliação de sua gestão e o trabalho da polícia goiana, que devolveu a paz à população. “Goiás hoje é referência porque as pessoas têm liberdade plena em todo o território estadual. Não estou desenhando histórias, estou trazendo a realidade implantada em Goiás”, comentou.

O painel teve a participação do ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann e do ex-ministro da Justiça Tarso Genro, que contribuiu com o debate de forma remota. O presidente do Instituto para a Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), Walfrido Warde, foi o moderador.

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