Política & Justiça

“Foi um incidente político grave”, aponta Mercadante

diario da manha
Ministro Mercadante: “Saída de Cid Gomes foi falta de condições políticas” (divulgação)

Folhapress
A saída de Cid Gomes do governo federal foi motivada por um “incidente político grave” e da falta de “condições políticas” que ele teria após embate em sessão da Câmara dos Deputados. A avaliação é do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que comentou a demissão do então titular da Pasta da Educação. “Acho que ninguém desejava que isso pudesse se transformar no episódio que tivemos, mas aconteceu. A política é assim. Tem que virar a página, tocar para frente a educação”, afirmou após receber prêmio da Fundação Conselho Espanha-Brasil.
Cid pediu demissão, ontem, após fazer críticas de “oportunismo” à base aliada e afirmar que prefere ser chamado de “mal-educado” a “acusado de achaque”, em referência ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Mercadante não quis comentar boatos sobre sua eventual saída da Casa Civil – e retorno ao Ministério da Educação. “Não comento. Tenho trabalho demais para me preocupar com essas coisas”.
PMDB
O ministro negou que, a saída de Cid, tenha sido resultado de pressão do PMDB, principal aliado do Planalto na Câmara. Mercadante reiterou que o pedido para sair do governo foi feito pelo próprio político e ponderou que Cid e Planalto não viam mais “condições políticas” de ele continuar no cargo após o episódio.
“Ele achava que não havia mais condições políticas porque a presença dele prejudicaria a relação do Congresso Nacional com o Ministério da Educação. Foi uma iniciativa dele e foi imediatamente aceita pela presidente porque, evidentemente, nós tínhamos o mesmo diagnóstico.”

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