Política & Justiça

“Novo PSB será alternativa à polarização PT e PSDB”

Deputado federal e presidente estadual do PPS diz que a fusão de seu partido com o PSB vai representar uma “nova força política” em Goiás e no Brasil

diario da manha

 

 

O deputado federal e presidente estadual do PPS, Marcos Abrão Roriz, afirmou, ontem, que a fusão de seu partido com o PSB vai representar uma “nova força política” em Goiás e no Brasil. Ele sustenta que o novo PSB, a partir de junho, terá a maior quarta bancada na Câmara Federal, com 45 deputados, ficando apenas atrás do PMDB, PT e PSDB. “O reflexo no funcionamento da Câmara é enorme, pois todas as indicações para comissões são feitas tendo como base a proporção de cada partido, ou seja, a representatividade do partido dentro das comissões temáticas depende do tamanho dele. Haverá uma alternativa a essa polarização entre PT e PSDB. Viemos para mostrar que existe outro caminho.”

Ele sustenta que a fusão das legendas é reflexo da sociedade. “A gente constata que o povo aprova quando se diz ser necessária a redução de quantidade de partidos no País. A sociedade aprova a fusão do PPS com o PSB”.

O parlamentar diz que os encontros realizados para a unificação do PPS e PSB em Goiás têm sido produtivos. “Acredito que nenhum Estado tem realizado conversações sobre a fusão, de forma tranquila, quanto em Goiás. Eu, Vanderlan Cardoso e os companheiros dos dois partidos estamos unificando as legendas, no interior do Estado, de forma bem tranquila, sem dificuldades”.

Questionado se está tudo acertado para a filiação de Lúcia Vânia no novo PSB, em junho, o ainda presidente do PPS disse acreditar que a senadora vai ingressar na legenda. “Lúcia Vânia tem conversado comigo e com o Vanderlan Cardoso. Tudo indica que ela estará no novo partido”.

Sobre a possibilidade de o novo PSB integrar a base do governador Marconi Perillo (PSDB), Marcos Abrão afirma que, neste momento, as lideranças do futuro partido não estão discutindo composição de direção estadual ou posicionamentos em nível regional. “Quando se faz fusão de partidos, existem duas ou três correlações de força. Precisamos juntar essas correlações. Estamos discutindo de que forma faremos a fusão das executivas regionais e dos diretórios municipais”.

O dirigente do PPS deixa claro que ele e a senadora Lúcia são aliados do governador Marconi Perillo. “Fui auxiliar dele e tenho admiração pelo seu trabalho”.

O deputado argumenta que a prioridade é preparar-se para as eleições de prefeito e vereador, que vai ocorrer em 2016. “A prioridade é formar chapas para disputar as eleições municipais. O foco é a eleição municipal e de estruturar o novo partido para o lançamento de candidatos a prefeito e vereador nos 246 municípios goianos”.

 

Vanderlan Cardoso

Marcos Abrão ressalta que se o empresário e atual presidente estadual do PSB quiser ser candidato a prefeito de Goiânia, o será. O dirigente sustenta que ainda não tratou, com Vanderlan Cardoso, não só da candidatura em Goiânia como quanto no interior do Estado. “Estamos cuidando apenas da fusão das duas legendas nos municípios. Mas posso dizer que teremos candidato a prefeito na Capital”. Ele revelou sua motivação com o novo partido e lembrou que o atual PPS está presente em mais de 180 dos 246 municípios do Estado.

“Sou favorável ao fim da reeleição”

O deputado federal Marcos Abrão afirma que a reeleição para os cargos do Executivo – presidência da República, governador e prefeito – precisa ser revista. “Precisamos também mudar o mandato de quatro para cinco anos. A reeleição é hoje um mal para o País”. Ele defende a alternância maior no poder para “oxigenar as estruturas da nossa democracia”.

O deputado do PPS defende também o fim das coligações para chapa proporcional. “É preciso eleger quem tem voto. É uma tese de vários partidos no Congresso Nacional, inclusive do PMDB”. E acrescenta: “Cada Estado é um distrito e são eleitos os mais votados. É minha opinião. Não quer dizer que vai ser aprovado ou que seja anseio da população. É o que poderia refletir a situação real da representatividade para a sociedade”.

Sobre o financiamento das campanhas eleitorais, Marcos Abrão diz que é preciso aprofunda o debate sobre o tema. “Não adianta ter financiamento público ou privado se a prática de caixa dois não for coibida”. Ele sustenta que, se houver financiamento público e um candidato usar “caixa dois”, vai ocorrer, na campanha eleitoral, “disparidade na competição”.

Marcos Abrão ressalta que, para coibir o “caixa dois” nas campanhas eleitorais, a Justiça Eleitoral precisa ser melhor aparelhado para realizar a fiscalização nas eleições. “É ridículo ver prestações de contas de candidatos que declaram um décimo daquilo que vemos nas ruas. Precisamos dar condição para o TSE ter estrutura maior para fiscalizar gastos de campanha. É preciso também colocar limite nos gastos”.

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