Política & Justiça

Caiado consegue retirar item de MP que pode inviabilizar venda da Celg

diario da manha

Após pressão do líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO), a relatora da Medida Provisória 675/2015, senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), retirou, ontem, emenda que autorizava a negociação da Celg, empresa de energia goiana. Na sessão da comissão mista que analisa a MP realizada anteontem, o senador denunciou a inclusão desse item na proposição que tem como tema principal o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras. O artigo que abordava a Celg é caracterizado matéria estranha ao texto central, desrespeitando as regras de votação de medidas provisórias.

Em nova sessão da comissão mista convocada ontem, a relatora anunciou a exclusão do trecho da MP. “Esse assunto foi incluído na MP 675 pelo governo federal e pelo governador Marconi Perillo para acelerar o processo de privatização da Celg. Destruíram a empresa, deixaram todo o prejuízo para os goianos e agora querem vender a empresa rapidamente. Vamos lutar fortemente e tentar reivindicar a cláusula abusiva em que o governo federal cerceou a capacidade de recuperação da Celg junto com o governador Marconi Perillo, que foi definidor do agravamento da crise da empresa para que isso não seja repassado à população brasileira, mas a essas pessoas que foram responsáveis por essa situação de endividamento. A luta é longa. Sabemos que depois dessa derrota, vão incluir a negociação da empresa na MP 677 e vamos ter a oportunidade de mostrar o que fizeram com a Celg”, destruíram a empresa por questões políticas”, atestou Caiado.

Ao final da comissão, Ronaldo Caiado ainda se encontrou com representantes de funcionários da Celg que foram ao Senado protestar contra a manobra que queria antecipar a venda da empresa goiana. O democrata ressaltou que é importante continuar mobilizado porque o governo ainda deve tentar incluir o texto na MP 677, que terá comissão instalada em breve.

 

Saiba mais

O trecho que tratava da Celg na MP 675 repactuava dívidas em moeda estrangeira de empresas incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida indexaria a dívida da Celg com a Itaipu, que é em dólar, ao valor da moeda em janeiro desse ano preparando a empresa para sua privatização.

O senador goiano se posiciona contra a privatização da estatal de energia elétrica, sobre o argumento de que trata-se de um padrimônio dos goianos. “Quero a Celg sob o controle do Estado de Goiás, para evitar a dilapidação do patrimônio público”.

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