Política & Justiça

Os interesses de Goiás acima de tudo

Senado

diario da manha
Lucia Vânia Foto George Gianni PSDB 4

 

A senadora Lúcia Vânia, PSB, considera cumprida sua missão em Brasília no sentido de salvar a Celg. Entenda-se, por salvar, buscar o equilíbrio econômico financeiro da empresa com a finalidade de valorizar seus ativos. Só assim esses ativos serão atrativos no mercado.

A senadora trabalhou intensamente não apenas no Senado, mas também junto a órgãos do governo federal. A desdolarização da dívida junto à Itaipu Binacional, por exemplo, foi obra de Lúcia Vânia. A remoção do critério de correção da dívida, pela variação cambial, substituindo-a pela Selic, resulta em formidável economia aos cofres da empresa. Sobre outras questões relativas a Celg, a senadora prefere não dar informações, por se tratar, segundo ela, de “segredos comerciais”. Informações que, vindas a público, prejudicariam a posição da empresa no mercado.

A senadora diz ter tido conhecimento da proposta dos empregados. Recentemente o Diário da Manhã publicou notícia segundo a qual os empregados da estatal goiana, via suas entidades representativas, estariam dispostos a comprar parte dos ativos pertencentes ao governo goiano. A operação injetaria mais de 600 milhões de reais nos cofres da empresa. São recursos de que ela necessita para reduzir passivos e retomar investimentos. Embora não esteja a par de detalhes da proposta, a senadora opina que eles, os empregados, “tem razão em buscar alternativa”. Segundo disse, a proposta “merece ser avaliada”.

Lúcia Vânia, afirma, com modéstia, que o mérito da operação de salvamento da Celg não é só dela. “O dr. Navarrete (Presidente da Celg) trabalhou intensamente em Brasília, e o governador Marconi Perillo acompanhou de perto todas as ações junto aos órgãos federais.

Dívida

Mas a ações da senadora não se limitam à recuperação da Celg. Ela vem trabalhando também no sentido de encaminhar soluções satisfatórias para o problema da dívida de Goiás junto à União. Faz questão de ressaltar que “a secretária da Fazenda, Ana Carla, tem tido presença ativa em Brasília, fortalecendo a nossa luta”.

Uma das mais significativas mudanças relacionadas à dívida está no indexador da correção monetária. A dívida goiana era corrigida pelo IGP-DI. Agora, com correção pelo IPCA, os juros ficarão mais baratos. A partir daí, o governo goiano conseguiu novo parcelamento, ou “alongamento”, no jargão financeiro. Graças a isso, foi possível a liberação, pelo Banco do Brasil, da 3a parcela de um financiamento, para o governo estadual, que estava retido.

“O alongamento”, explica a senadora, “permite o fechamento das contas do Estado e, sobretudo, o fechamento da folha de pagamento”.

A senadora informa que, além das gestões em favor da Celg e do alongamento da dívida, através de iniciativas suas, o governo federal liberou a parte de Goiás do Fundo de Exportação, que estava retido; projetos diversos canalizaram mais de 2 bilhões de reais para serem aplicados em ação do governo estadual. Além de apresentar projeto que regulamenta o comércio eletrônico, é de autoria dela o projeto que permite aos Estados fazer uso de depósitos judiciais.

Tudo somado, as ações da senadora resultaram em volumosos recursos para Goiás, não só na forma de ingresso direto nos cofres estaduais mas, também, através de ações do próprio governo federal no Estado. Alguns desses recursos resultaram na execução, pela Ageab, de um programa de construção de casas populares, especialmente planejadas, para a população quilombola do nordeste goiano, espalhada por três muncípios, os conhecidos Kalungas.

Assim, a senadora vai tocando o seu trabalho, priorizando os interesses maiores do estado de Goiás, e mantendo prudente distância da efervescência política. “Como senadora, tenho que estar de olho, antes de tudo, no Estado de Goiás, embora mantenha um olhar político na conjuntura nacional. Colocando os interesses de Goiás acima de tudo, ela diz que qualquer decisão que venha a tomar será ponderada, será o produto de uma profunda reflexão; nunca, porém, “permitindo que os interesses de Goiás fiquem em segundo plano”.

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