Política & Justiça

Ex-repórter do Superpop é condenada a 5 anos de prisão por ligação com PCC

diario da manha

A advogada e modelo Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, foi condenada por cinco anos de prisão e três meses em regime semi-aberto por integrar organização criminosa. A ex-repórter do programa Superpop, da Rede TV é acusada de realizar serviços em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela irá aguardar em liberdade o recurso da sentença.

Luana Don, como era conhecida, passou cinco meses presa preventivamente na penitenciária de Tupi Paulista, em São Paulo. Após a sentença do juiz Gabriel Medeiros, da 1° Vara da Comarca de Presidente Venceslau, na última sexta-feira (01/12) foi solta e aguarda recurso.

A acusada foi denunciada durante a Operação Ethos, da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. Na ação foi desarticulado um tipo de departamento jurídico do PCC, denominado de “Sintonia dos Gravatas” ou “Célula R”. Alegando prestar trabalhos advocatícios, os integrantes realizavam serviços ilícitos como prestar favores às famílias de detentos, assim como eram usados para manter o contato entre presos e membros da organização.

Além dela, outras seis pessoas foram condenadas entre oito e onze anos e meio em regime fechado pelo mesmo crime. O motivo da pena da modelo ser menor é que ela integrou o grupo por menos de dois meses, conforme apontam os autos.

“Entendemos que a pena da Luana foi satisfatória porque a participação dela na organização foi por um período bem menor que outros [réus]. Temos ações com maior importância do que a conduta dela. Ela trabalhou por pouco mais de um mês e nunca visitou presos”, afirma o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Apoio ao Crime Organizado, do Ministério Público à Veja.

Crime

De acordo com as investigações, uma troca de e-mail entre a acusada e duas gestoras do grupo mostram a participação da advogada por 45 dias, de agosto a outubro de 2015. Durante este tempo, ela vistoriou dez processos em cinco visitas ao Fórum da Barra Funda.

Ela alega que recebeu o valor de R$ 1.667 por conta de honorários da profissão. As mensagens ainda revelam que era designada ao cargo de atualização de planilhas com o cadastro de profissionais da Cédula R.

A defesa de Luana afirma que ela não sabia que atuava em favor ao PCC. Além disso, argumenta que suas atividades foram realizadas dentro da lei. “O caso dela reclamava absolvição. Uma pena de cinco anos e três meses para quem foi cinco vezes ao fórum e alimentou planilhas é absolutamente desproporcional”, disse a advogada Mariana Tranchesi à reportagem.

 

 

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