Política & Justiça

Caiado é internado após dores torácicas; alta deve ocorrer na quinta-feira

Ronaldo Caiado enfrenta intensa agenda em busca de soluções para dívidas que imobilizam Goiás. Governador é avaliado por equipe médica

diario da manha

O governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) foi internado no Hospital do Coração na tarde desta quarta-feira, 9, após sofrer dores torácicas.

Conforme nota divulgada agora há pouco pelo Governo de Goiás, o gestor “sofreu uma dor torácica no início da tarde desta quarta-feira (9/10), sendo encaminhado para o Hospital do Coração, em Goiás, onde passa por uma série de exames e avaliação médica”.

A nota informa que o governador “está bem”: “seu quadro é estável e o mesmo está consciente”.

Bruno Peixoto, deputado estadual líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), afirma que o gestor teria enfrentado uma indisposição.

A esposa do governador, primeira-dama Gracinha Caiado, estava pronta para realizar uma viagem a São Paulo quando foi informada da indisposição do marido. Ela cancelou a viagem e acompanha os procedimentos.

Em seu twitter, a equipe do governador informa que na manhã desta quinta-feira, 10, ele receberá alta: “O governador Ronaldo Caiado teve um mal estar esta tarde e foi levado para o hospital por precaução. Felizmente está tudo bem! Os exames mostraram que ele não teve nada grave. A notícia de que ele sofreu um infarto não procede. Ele deve ter alta amanhã de manhã. #EquipeCaiado

MÉDICO

Médico com mestrado em cirurgia da coluna, o governador de Goiás foi eleito há um ano com uma das maiores votações da história do estado, ao cravar 60% dos votos válidos.

Venceu com forte discurso baseado em sua história política. Ex-deputado federal por duas décadas e ex-senador, Caiado teve como adversário o candidato do tucano Marconi Perillo, Zé Eliton.

O combate à corrupção e ao crime organizado foram dois motes de sua campanha.

Após a vitória ainda no primeiro turno, Caiado emendou uma intensa sequência de atividades nos preparativos para governar Goiás.

Iniciou discussões com a Assembleia Legislativa, sociedade civil e empresários para reduzir os benefícios fiscais, fato que agravava a situação financeira do Estado e que gerou a economia de R$ 1 bilhão para os cofres públicos.

Logo após tomar posse, o gestor cumpriu extensa agenda de trabalho, em Goiânia e no interior, além de Brasília.

Até hoje, dia 9 de outubro, o governador ainda não tirou folga um dia de folga – mesmo quando apresentou quadro febril, em 1 ° de agosto, manteve parte de sua agenda.

Em sua agenda, ele tem se dedicado exclusivamente a buscar soluções para Goiás, estado classificado na Letra “C” pelo Tesouro Nacional. Considerado inadimplente e impedido de contrair empréstimos, Goiás enfrenta várias dificuldades financeiras.

A gota d´água para o Estado teria sido recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra emendas aprovadas pelos gestores anteriores, em que foi decidido pelos ministros que Goiás deve reduzir em R$ 1,6 bilhão sua folha – fato que desagradou o gestor. A descoberta de que Goiás não cumpria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) desagradou o governador.

A dívida imediata herdada é de R$ 6,7 bi, o que motivou cobranças principalmente de fornecedores. Sua gestão legou ainda 320 obras paradas além de rombos no Ipasgo, na previdência do Estado e negociações frustradas com a empresa Enel, que comprou a Celg na gestão anterior.

Em entrevistas, o governador chegou a afirmar que o conjunto de problemas o preocupava, mas que conseguiria superar uma a uma as dificuldades.

Um dos desafios herdados que o incomodava era justamente o pagamento do salário de dezembro dos servidores, atrasado por conta da falta de empenho da gestão anterior. Caiado não escondeu a satisfação quando conseguiu quitar a dívida.

Em entrevista para a rádio Vinha FM, lembrou: “Então, você imagina o que foi a minha vida esse período todo. É lógico, contei com a ajuda de toda a equipe, dos servidores públicos, que ao invés de entrar em greve trabalharam cada vez mais para que a gente pudesse buscar alternativas, construir soluções. […] Você vê que é algo que nos inquietou, nos angustiou. Posso dizer que eu não dormia, eram 24 horas, acabava de pagar uma folha e no outro dia já ia ver como quitaria a próxima”.

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