Política & Justiça

Nada mais será como antes?

Retomada somente após a Pandemia, diz Jardel Sebba. Não há milagre, crê Hermes Traldi. Estado Mínimo com excelência e eficiência máximas. É o que propõe o jornalista Luiz Gama

A retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento sustentável será planejada somente após o término da Pandemia do Coronavírus Covid 19. É o que avalia o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás Jardel Sebba. Não dá para prever os caminhos ou descaminhos para o Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no e pelo Brasil, o humor do mercado global, a desaceleração do apetite por commodities da China, EUA, Europa e do Mercosul, avalia o ex-deputado estadual. Por quatro mandatos consecutivos.

Jardel Sebba

_ Nada será como antes. Mais dúvidas do que certezas. Na ciência, na saúde, na economia.

O ambiente de negócios sofre graves alterações com a radicalização da polarização política e ideológica, em 2020, lamenta o ex-prefeito de Catalão e ex-secretário de Gabinete de Estado. “O que permite a fuga de capitais e impede a atração de novos investimentos estrangeiros.” Os conglomerados de comunicação, que tocam uma nota só, contra o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, eleito o ‘bode expiatório’, impedem a estabilização do cenário, admite. A Rede Globo e a Folha de S. Paulo, em particular, tentam desestabilizar o Brasil, desabafa.

_ A regulação, fundada no modelo dos EUA, da mídia está na ordem do dia.

Hermes Traldi

Homem do agronegócio, personagem do mercado, Hermes Traldi diz ser possível a retomada. Para os três setores da economia _ primário, secundário e terciário_, analisa. É necessário promover cortes nos gastos públicos, reduzir o tamanho do Estado, em áreas não estratégicas, diminuir, por lei, os altos salários do funcionalismo, e até emitir moedas, dispara. O restabelecimento de relações comerciais com EUA, China, Europa e Mercosul é especial, atira. O Estado Nacional, em medidas neokeynesianas, deve também fomentar a economia, fuzila.

_ É o momento para financiar projetos de mercado e impedir que a crise econômica se aprofunde.

Não há milagre, crê. O ex-prefeito de Goiatuba afirma que nem é necessário inventar demais. As áreas de infraestrutura, como as malhas rodoviária, ferroviária, hidroviária e aeroportuária,   devem constituir alvos de investimentos, frisa. Públicos e privados, destaca. Com concessões e privatizações, fuzila. “Assim como a União e Estados poderiam abrir linhas de crédito especiais para a construção civil e gerar emprego, renda, direitos e poder.” Ao empreendedorismo, diz. Além de controlar a inflação, segurar o crescimento da dívida e evitar crises políticas, pontua.

Edival Lourenço

_ O Brasil requer, hoje, um estadista. Para pensar a Nação. Por décadas. Não apenas para as próximas eleições. Em 2022.

A análise é do ex-secretário de Estado da Cultura, ex-presidente da União Brasileira dos Escritores, Prêmio Jabuti de 2012, maior escritor vivo de Goiás, Edival Lourenço. É preciso descer do palanque, com espírito democrático e capacidade de extrair a vontade comum do Brasil, sublinha. Envolver trabalhadores, intelectuais, homens e mulheres do PIB, registra. Com a apresentação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento Econômico Sustentável, a inclusão do mercado, além de deixar as ideologias e estabelecer parceiros econômicos mundiais, relata.

_ Mais: investir em Educação, Arte, Ciência e Saúde e ser duro e próativo contra a corrupção.

Estado Mínimo e eficiência máxima

Estado Mínimo com excelência e eficiência máximas. É o que propõe o jornalista, especialista em marketing, narrador e comentarista esportivo, Luiz Gama. Um adepto das escolas de Economia Austríaca e de Chicago. O editor do www.canalgama.com.br diz que o Mamute Estatal permite a sangria da corrupção. Em defesa da livre iniciativa, com a garantia do Pleno Emprego, afirma. Para garantir um desenvolvimento acima da média, patamar asiático, ao Brasil, atira. É o caminho para a retomada e o desenvolvimento pleno da economia nacional, ele explica.  

_ O Estado Mínimo deixará de ser um paquiderme. Um gigante. Para ser forte e moderno. O Estado não deve ser dono de tudo. A dependência do Estado é maléfica.

Luiz Gama

Presidente do SindPit-Dog [GO], Ademildo Pereira de Godoy diz, com exclusividade, que o setor, em Goiânia, teria demitido 3.203 trabalhadores. O líder da categoria conta que o motivo é a queda abrupta das atividades da economia produzida pela Pandemia do Coronavírus Covid 19. Ele narra também os supostos fatores do aumento dos insumos, a retração do consumo, a volta da inflação e o crescimento do desemprego. A receita para sair da crise que grassa a economia nacional, em tempos de globalização, é um ‘mix’: protecionismo e consumo interno, diz.

Ademildo Pereira de Godoy

_ Lento. Seguro. Gradual. Com cuidados com a higiene e a saúde. Individual e coletiva. Contra a Pandemia do Coronavírus Covid 19. 

É a receita ideal para a flexibilização da economia, nos setores primário, secundário e terciário, a retomada do crescimento e o desenvolvimento sustentável, aponta Renato Bernardes. Um social-liberal. O liberal Átila Marques defende a realização de investimentos públicos e privados e relações comerciais externas multilateriais, sem pesos ideológicos. Com fomento do Estado, ele pontua. José Sebba Júnior, ex-prefeito de Montividiu do Norte, ex-secretário de Ação Social e Trabalho, ex-secretário de Planejamento da Prefeitura de Goiânia, ex-chefe de gabinete do TCE e ex-secretário particular da Presidência da Assembleia Legislativa, é taxativo:

_ A retomada será um processo complexo. Multifacetado. O papel do Estado, na área de fomento, será estratégico. Com investimentos e regulação. Do mercado.

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