Política & Justiça

Fraudes acontecem no Brasil mesmo sem situação de emergência, avalia ministro

"O nosso histórico em situações de emergência também é muito ruim, como os desabamentos, que são anuais, aquelas tragédias que acontecem em Petrópolis, em Teresópolis, e a nossa experiência de fiscalização lá. Quando há situação de calamidade, ela sempre demonstra uma continuidade das fraudes e às vezes um incremento", disse o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário

diario da manha
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Durante a realização da Comissão Mista do Congresso promovida nesta terça-feira (14) o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário, avaliou que as fraudes no Brasil ocorrem mesmo sem a situação de emergência.

Em meio à pandemia o órgão – que acompanha as ações do governo federal no combate ao novo coronavírus – verificou quase 300 mil servidores públicos de todos os entes recebendo o auxílio emergencial de R$ 600 de forma indevida, conforme a Agência Brasil.

“As fraudes já acontecem no Brasil mesmo sem a situação de emergência. O nosso histórico em situações de emergência também é muito ruim, como os desabamentos, que são anuais, aquelas tragédias que acontecem em Petrópolis, em Teresópolis, e a nossa experiência de fiscalização lá. Quando há situação de calamidade, ela sempre demonstra uma continuidade das fraudes e às vezes um incremento. E era isso o que, infelizmente, já se previa para este momento de pandemia”, considerou o ministro.

De acordo com a reportagem, sobre as fraudes no pagamento do auxílio emergencial o ministrou enfatizou que a efetivação da primeira parcela foi a que houve maior dificuldade.

“Nós tínhamos, entre a data da aprovação do PL no Congresso e o primeiro pagamento, sete dias somente. Não existia tempo hábil para cruzamento de informações. Então, acho que esse foi o mais problemático, mas, a partir do segundo pagamento, nós já barramos muitos pagamentos através do cruzamento de informações”, ressaltou.

CPFs de muitos servidores públicos foram cadastrados sem consentimento

Conforme a matéria da Agência Brasil o ministro da CGU destacou que muitos dos servidores públicos que receberam o auxílio emergencial tiveram o CPFs cadastrados sem saber, por fraudadores.

A matéria acrescenta que fora identificados casos de militares, de 19 anos, que eram beneficiários de algum programa, estavam no CadÚnico e passaram a receber quase que imediatamente, sem fazer o cadastro.

“Tudo isso está sendo levantado, e aqueles que tentaram fraudar serão responsabilizados, com certeza, não só administrativamente como penalmente, em alguns casos, se tiverem cometido algum crime”, garantiu o ministro .

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