Mesmo com explosão de casos de covid, Bolsonaro minimiza mortes na pandemia
Redação DM
Publicado em 14 de janeiro de 2022 às 16:27 | Atualizado há 3 anos
Por Iander Porcella
Em meio à explosão de casos de covid-19 no País devido ao espalhamento da variante Ômicron, o presidente Jair Bolsonaro (PL) causou aglomeração nesta sexta-feira, 14, em Macapá, e voltou a minimizar as mortes na pandemia. Na capital do Amapá, o chefe do Executivo participou do lançamento de um cabo de fibra óptica submerso em rios, por meio do Programa Norte Conectado, que tem o objetivo de expandir a infraestrutura de comunicações na Região Amazônica.
“Mostrei, como um general em combate, como eu deveria me comportar no momento difícil da pandemia. Lamentamos as 600 mil mortes, mas nós temos que viver, nós temos que sobreviver e temos que vencer”, disse o presidente durante o evento. Ao chegar nesta manhã, Bolsonaro foi recebido no aeroporto por apoiadores, que tiraram fotos com ele aos gritos de “mito”. A maioria não usava máscara de proteção. Após realizar uma visita técnica no local da instalação dos cabos, o chefe do Executivo causou aglomeração ao andar, também sem máscara, em meio à multidão.
Participaram do evento os ministros Fábio Faria, das Comunicações; Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Todos sem máscara. “Nenhum governo veio aqui no Amapá trazer internet para esse povo”, afirmou Faria, em tom de campanha eleitoral.
Nesta quarta-feira, 12, Bolsonaro chegou a minimizar a nova cepa do coronavírus, que é altamente contagiosa e tem provocado um aumento de infecções e da procura por testes de covid-19 no Brasil. Durante uma entrevista, o presidente sugeriu que a Ômicron é “bem-vinda” e pode sinalizar o fim da pandemia.
Dados apontam que a nova cepa do coronavírus tem causado menos mortes do que em outras ondas da crise sanitária, diante do cenário de vacinação mais alta, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que ainda é cedo para tratar a covid como uma doença endêmica.
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