Política & Justiça

Serpes: Ronaldo Caiado vence no primeiro turno com 53,5% dos votos válidos

Pesquisa Serpes/Acieg repete cenário de 2018 e indica vitória do atual governador na disputa de outubro com 53,5% dos votos válidos. Caiado tem mais votos do que todos demais pré-candidatos

diario da manha
Ronaldo Caiado: ponta-a-pé para a formatação das alianças e chapas proporcionais

A seis meses da campanha eleitoral, o governador Ronaldo Caiado (DEM\ União Brasil) lidera a disputa para o governo de Goiás com mais votos do que todos os demais cogitados, o que aponta – mantendo este cenário – vitória no primeiro turno.

O cenário da pesquisa repete o resultado das urnas de 2018, quando Caiado teve mais votos do que a somatória dos candidatos do Psol, PT, MDB e PSDB. Naquela ocasião, o governador venceu no primeiro turno.

No levantamento realizado pelo Serpes e contratado pela Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg) foram ouvidas 801 pessoas dentre os dias 21 e 24 de janeiro. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser consultado pelo número GO-08447/2022; o nível de confiança chega a 95%, segundo os estatísticos. 

Conforme o Serpes, Caiado tem 53,4% dos votos válidos na pesquisa estimulada. Distantes e embolados, aparecem, em segundo e terceiro, Marconi Perillo e Gustavo Mendanha, com 20,5% e 19% dos votos válidos.

Sem a contagem dos votos válidos, mas ainda estimulada, a pesquisa traz Caiado com 37,1%. O líder tucano registra 14,1% e o prefeito de Aparecida computa 13%.

Analistas políticos esperavam um desempenho melhor de Mendanha, que há um ano iniciou ações e viagens ao interior para viabilizar sua candidatura, além de realizar pesados investimentos em mídia e publicidade. Governador por quatro mandatos (16 anos), Marconi tem em parte o que se chama na teoria das pesquisas de recall de urna – votos que teve ao longo das duas últimas décadas de exercício do poder.

Os demais pré-candidatos têm desempenho modesto. Major Vitor Hugo (PSL) aparece com apenas 4% dos votos válidos, o que reforça a grande rejeição contra políticos filiados ao bolsonarismo. O deputado federal disputa com Mendanha a preferência por representar o partido de Bolsonaro, Partido Liberal (PL), em Goiás.

Ocorre que o voto para Bolsonaro teve queda brusca em Goiás, com 27,8% de indicações para o atual presidente frente a 40% para Lula – Sérgio Moro (Podemos) tem 8,1% e Ciro Gomes (PDT), 2,5%.

Ex-prefeito de Trindade e primeiro pré-candidato ao governo a se colocar para a sociedade, ainda em 2019, Jânio Darrot (Patriota) tem 2% e Wolmir Amado (PT) aparece com 1% das intenções de votos. Darrot sofreu os desgastes de ter comandado o PSDB em Goiás, ainda que tenha se desfiliado da legenda em 2019 e anunciado publicamente que estava disposto a ser candidato. Nos últimos meses se afastou do debate mais contundente das questões de Goiás e não conseguiu abrir espaço na agenda política estadual.

Senado

A pesquisa Acieg/Serpes inovou em relação à agenda da mídia e da cobertura política e optou em colocar também o nome de Marconi Perillo (PSDB) na cartela do Senado. Ele figura na liderança com 16,6%, em um cenário embolado: Henrique Meirelles (PSD) tem 11,1% (mesmo estando em São Paulo, sem presença marcante no Estado), Delegado Waldir recebe 9% das intenções. Mais distantes, João Campos aparece com 4,2%, Zacharias Calil tem 4,1%, Tarcísio Freitas (ministro de Bolsonaro que teve seu nome proposto via ‘balão de ensaio’, já que não é de Goiás), surge com 2,1%. Na sequência, Alexandre Baldy  (PP), 1,9%; Luiz do Carmo (MDB), 1%; Wilder Moriais (PSC), 0,9%.

Segundo a sondagem, 12,1% anulariam o voto e 37% disseram ao instituto que ainda não decidiram em quem votar.

Chama atenção o número de votos sugeridos para Wilder Morais, considerado muito baixo em relação ao potencial recall. Nas últimas eleições ao Senado, a média de votos indicados por todos institutos de pesquisa, fora o Instituto Directa, é de que ele teria no máximo 5% dos votos. Isso com resultados divulgados a menos de 24 horas das eleições.

Ao abrirem as urnas, a surpresa: Marconi Perillo (PSDB), que liderou parte das sondagens, caiu para quinto lugar e Wilder Morais subiu para terceiro, com 14,43%, pouco atrás de Vanderlan Cardoso (PP) e Jorge Kajuru (Cidadania), os eleitos.

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