diario da manha
João Joaquim, Médico e cronista do DM

Neste breve artigo quero discorrer sobre as grandes façanhas do homem. Aquelas para o bem e aquelas para o mal da humanidade. Façanha, entendamos aqui como um ato, uma atitude ou expediente deliberado, planejado, pensado que possam trazer resultados coletivos. Para as pessoas e para o meio ambiente, o planeta Terra, o único até então povoado de vidas animal e vegetal na organização do cosmos.

Quando se fala em façanha humana, estamos a nos referir ao uso da inteligência, aquele atributo neuropsíquico do cérebro humano em planejar, criar e resolver desafios. Em se pensando em um gigantismo feito humano de consequências negativas para as formas de vida em geral do meio ambiente e do planeta. O exemplo mais mórbido e devastador é a guerra. Os conflitos bélicos representam a façanha de pior maldade contra a humanidade. Todos, literalmente saem perdendo; vidas e bens perdidos.

E aqui pouco ou nada importam os motivos dessa agressão contra outra nação, aquele território alheio, a fauna, a flora e todas as infraestruturas do considerado “inimigo”. Porque são vítimas as pessoas civis, inocentes e todo o cenário geográfico, os mananciais aquíferos, vegetação, produção agrícola, indústria alimentícia, hospitais, escolas e bens públicos. E para resumir a enormidade do mal que uma guerra traz, as incontáveis mortes e mutilados que causa o conflito.

Tomemos o exemplo da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Motivos apontados pelo insano e mentecapto Vladimir Putin: temor da Ucrânia se filiar à OTAN, e ela, Rússia, perder a hegemonia geopolítica regional (Ásia). Fica então essa gigante pergunta: esses motivos ou esse motivo justifica tanto horror como o produzido pelas armas de guerra? Imperdoável motivo! São mortes absurdas, refugiados, medo, horror e dor humana.

Outras grandes façanhas produzidas pelo engenho da inteligência humana para o mal. A produção e fabricação das bombas atômicas, os artefatos radioativos. Eles são o que pode nominar de malignos inventos porque só trazem destruição, medo, horror e mortes. São invenções de mentes diabólicas. Na mesma esteira de produção as armas químicas (gases letais) e biológicas. São produções, são façanhas e inventos de cérebros doentes e psicóticos como os de qualquer ditador sanguinário e carniceiro como um Hitler ou Vladimir Putin.

E por último, para alegrar e gratificar as nossas mentes algumas façanhas do bem, da felicidade, do bem-estar, da saúde e da vida. E para nossa alegria e contentamento elas são muitas e valem serem lembradas. Muitas foram as mentes que brilharam e pensaram para a felicidade, na segurança e vida das pessoas. Na Medicina por exemplo. Duas façanhas não podem ser esquecidas, a produção (invenção) dos antibióticos e das vacinas. Dois foram os cientistas que não podem ser esquecidos. Alexander Fleming, o descobridor e “inventor” da Penicilina. E nessa leva de inspiração quantos não são os antibióticos produzidos que curam milhões de pessoas acometidas por graves infecções que antes morriam. Exemplos: tuberculose, tifo, sífilis, meningites etc.

Outro gigante da Medicina, o médico e cientista Albert Sabin, criador da vacina contra a Poliomielite (paralisia infantil). A humanidade em peso é agradecida a esses dois cientistas e seus discípulos por façanhas do bem, da saúde e da vida das pessoas.

Por fim, todos os cientistas, biólogos e médicos que arduamente, incansavelmente se dedicaram e produziram em tempo recorde, as vacinas contra uma doença tão molestante, invalidante e letal como a covid 19. São façanhas do bem que a humanidade inteira, contrita e feliz agradece. Obrigado! A todos vocês que dedicaram os vossos tempos, as vossas inteligências e criação para o bem de todos. E indistintamente, para os que creem nas Ciências e na Medicina e para os negacionistas e supersticiosos.

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