Política & Justiça

14 partidos da base aliada Apoiam reeleição de Caiado

Daniel Vilela (MDB) vai ser candidato a vice-governador e Delegado Waldir (União Brasil) e Alexandre Baldy (PP) vão concorrer ao Senado pela base aliada; convenções confirmam nesta sexta-feira também os candidatos a deputado federal e a deputado estadual

diario da manha
Ronaldo Caiado (União Brasil)

O governador Ronaldo Caiado (UB) começa com o pé direito a pré-campanha às eleições deste ano, quando vai concorrer a reeleição, com uma situação confortável: já acertou o apoio de 14 partidos – União Brasil, MDB, Solidariedade, PRTB, PSC, Avante, PV, Podemos, PTB, Progressistas, Republicanos, Pros, PSD e PDT.

Daniel Vilela (MDB)

A chapa majoritária está assim formada: Ronaldo Caiado, governador, pelo União Brasil; Daniel Vilela, vice-governador, pelo MDB, além de deputados federais e estaduais. O União Brasil lança, também, o deputado federal Delegado Waldir ao Senado; o Progressista confirma o ex-ministro Alexandre Baldy ao Senado; e, provavelmente, o PSD poderá lançar o ex-deputado federal Vilmar Rocha, presidente do partido em Goiás, ao Senado Federal.

Delegado Waldir (União Brasil)

A aliança dos 14 partidos políticos para governador, vice e senador conta com o respaldo de 214 dos 246 prefeitos goianos, além de centenas de vereadores espalhados estado afora.

Alexandre Baldy (Progressistas)

A presença de 14 partidos na aliança vai garantir ao governador Ronaldo Caiado maior tempo na propaganda política no rádio e televisão, a partir de agora, o que permitirá o aprofundamento do debate e apresentação de propostas durante a campanha eleitoral.

Daniel Vilela trouxe para a campanha de Caiado 27 dos 28 prefeitos emedebistas (apenas Gustavo Mendanha ficou de fora à época) e agregou tempo na propaganda política de rádio e televisão, além de retirar da oposição um partido com forte tradição na política goiana.

O palanque de Caiado terá um União Brasil forte, após fusão do DEM e PSL, com lideranças como Delegado Waldir Soares (campeão de votos em 2018), Zacharias Calil e dezenas de prefeitos com prestígio eleitoral.

Também vão caminhar com Caiado os prefeitos Rogério Cruz (Goiânia), do Republicanos; Roberto Naves (Anápolis), do Progressistas; Adib Elias (Catalão), ex- MDB e ex-Podemos. Já estão companheiros de campanha do governador o ex-prefeito e ex-governadoriável Jânio Darrot e o prefeito de Trindade Marden Júnior, ambos do Patriota de Gustavo Mendanha.

O fato é que Ronaldo Caiado conquistou o apoio de partidos sólidos, com estrutura e líderes respeitados. Já a oposição perdeu tais forças. Aqui e ali, alguns membros da aliança poderão eventualmente trocar de lado. Mas, possivelmente, sem condições de configurar perdas substanciais.

Oposição tem chances reduzidas, já que não deslancha nas pesquisas

A oposição vai para a campanha eleitoral de 2022 pulverizada com seis ou sete candidatos, o que significa pouco tempo na propaganda política a cada um deles. Sem Marconi Perillo (PSDB) na disputa, a oposição está fragilizada, com Gustavo Mendanha (Patriota), Major Vitor Hugo (PL) e Wolmir Amado (PT).

Major Vitor Hugo (PL)

Gustavo Mendanha conta com pouca coisa, já que é apoiado apenas pelos nanicos Patriota, Agir 36, DC, Brasil 35 e PMN, além do Republicanos. O ex-prefeito tem como companheiro de chapa o empresário e ex-senador Wilder Morais, que concorre a senador.

 O deputado federal Major Vitor Hugo tomou o PL de Gustavo Mendanha e tenta se firmar com o candidato oposicionista ao governo de Goiás, mas não conseguiu atrair nenhuma legenda para a aliança. O deputado tem apoio do presidente Jair Bolsonaro e escolheu até companheiro de chapa: empresário Wilder Morais para senador.

Gustavo Mendanha (Patriota)

A esquerda que gravita em torno do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva – PT, PSB e PC do B – deve lançar o Professor Wolmir Amado a governador, caso não avance as conversas com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). O PSOL confirmou Cíntia Dias ao governo e o PCB escalou Helga Martins à sucessão estadual.

A oposição não terá tempo mínimo necessário na propaganda política de rádio e televisão para apresentar propostas na disputa ao Palácio das Esmeraldas.

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