Aceno da oposição não atrai partidos da base
Redação DM
Publicado em 26 de novembro de 2016 às 01:40 | Atualizado há 2 anosDepois do PSDB, partido do governador Marconi Perillo, o PSD, PP PTB, PR e PDT são as siglas com maior representação na base de apoio do governo estadual. Em razão disso, o PMDB, DEM e PT já sinalizam no sentido de buscar apoio aos aliados do Palácio das Esmeraldas, principalmente pelo fato de que Marconi Perillo não irá concorrer à sucessão estadual de 2018.
“Somos da base aliada”, afirmaram à reportagem do Diário da Manhã os presidentes Vilmar Rocha (PSD), Wilder Morais (PP), Jovair Arantes (PTB), Magda Mofatto (PR) e Flávia Morais (PDT), praticamente descartando acordo com a oposição, representada pelo PMDB, DEM e PT.
A reação dos dirigentes partidários ocorre em razão de declarações na imprensa de integrantes do PMDB e de outros partidos, no sentido de que a oposição vai buscar composições com legendas que hoje gravitam em torno do PSDB marconista. O líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado José Nelto, e o presidente do partido em Goiânia, deputado Bruno Peixoto, citam o PSD, PTB e PR como legendas “possíveis” de uma aproximação com a oposição, em 2018.
Os dirigentes das cinco legendas governistas (PSD, PP, PTB, PR e PDT) são unânimes em ressaltar que composições políticas para as eleições municipais são diferentes em relação às alianças ao pleito estadual. E citam como exemplos: o PSDB apoiou a petista Selma Bastos, na cidade de Goiás; o PSD esteve com Gustavo Mendanha, do PMDB, em Aparecida de Goiânia; o PR apoiou diversos candidatos a prefeito do PMDB, DEM e PT; o PDT também esteve em palanques da oposição.
O secretário estadual de Cidades e presidente do PSD de Goiás, Vilmar Rocha, é adversário histórico do PMDB, do DEM caiadista e do PT. Por isso, o PSD estará ao lado dos tucanos, novamente, na disputa para governador e senadores, daqui a dois anos. “Integramos a base de Marconi Perillo desde 1998 e não há motivos para mudanças”, registra Vilmar, que concorreu ao Senado, em 2014, ao lado do governador. Este ano, Vilmar se opôs a uma aliança do PSD com o PMDB, em apoio à candidatura de Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia, no segundo turno. Vilmar admite disputar vaga de governador e senador.
Os deputados federais do PSD Thiago Peixoto e Heuler Cruvinel não admitem qualquer aproximação do partido com o PMDB irista ou com o DEM caiadista. Peixoto, inclusive, deixou o PMDB, em 2010, alegando falta de espaço para sua atuação política.
O senador e presidente do PP de Goiás, Wilder Morais, reafirma o compromisso de seguir aliado ao PSDB do governador Marconi Perillo, descartando qualquer negociação com os partidos de oposição. Wilder pretende concorrer à reeleição para o Senado. O senador é um dos incentivadores da candidatura de José Eliton (PSDB) ao governo do Estado nas próximas eleições.
Os deputados federais Roberto Balestra e Sandes Júnior também têm profundas divergências com o PMDB e demais partidos de oposição. “Estamos bem na base aliada e vamos seguir em frente”, justifica Balestra. “Marconi é um grande parceiro e mudou Goiás”, sustenta Sandes Júnior.
O deputado federal e presidente estadual do PTB, Jovair Arantes, não se sente estimulado a deixar o bloco governista para aventurar-se em uma composição com o PMDB. Jovair, a exemplo de Vilmar, é um adversário histórico do PMDB e companheiro de Marconi desde 1998. Jovair foi candidato a prefeito de Goiânia, em 2012, com apoio do PSDB marconista. Se uma parte do PTB de Goiânia esteve com Iris, outra banda seguiu com Vanderlan Cardoso (PSB). “Eleição municipal é uma coisa, estadual é outra”, explica Jovair. Ele pleiteia vaga ao Senado nas próximas eleições.
A deputada federal Magda Mofatto, influente nos destinos do PR de Goiás – o partido é presidido pelo seu marido, Flávio Canedo – reafirma sua posição favorável à permanência na base aliada do governador para as eleições de 2018. A parlamentar vê também com simpatia a candidatura tucana de José Eliton ao governo de Goiás. Magda reprovou o rompimento do deputado federal delegado Waldir Soares com o Palácio das Esmeraldas e reprovou o apoio de membros do PR à campanha de Iris Rezende (PMDB) à prefeitura da capital. Ela coloca seu nome também como opção para concorrer a uma das duas vagas ao Senado.
A deputada federal Flávia Morais é a principal liderança do PDT – o partido é presidido em Goiás pelo seu marido, George Morais, ex-prefeito de Trindade. Flávia atesta que o PDT integra a base aliada do governo Marconi e não cogita qualquer conversação com o PMDB, DEM e PT para firmar alianças ao pleito de 2018.
Composições
Mesmo sem antecipar a discussão sobre a formatação de chapa majoritária para 2018, os cinco partidos admitem a possibilidade de apoiar, mais uma vez, o PSDB para o governo estadual e o nome dos tucanos já colocados é o do vice-governador José Eliton. A propósito: caso Marconi Perillo venha a desincompatibilizar, em abril de 2018, para concorrer a cargo nacional ou ao Senado, por Goiás, José Eliton assumirá o governo de Goiás, sendo, portanto, candidato à reeleição naquele ano.
Não há, entre dirigentes, parlamentares e militantes do PSD, PP, PTB, PR e PDT, nenhum nome competitivo para a disputa ao governo do Estado, mas é grande a lista, nestes partidos, de pretendentes à vaga de vice-governador e às duas cadeiras para o Senado. Vilmar Rocha (PSD), Wilder Morais (PP), Jovair Arantes (PTB) e Magda Mofatto (PR) gostariam de concorrer ao Senado. A vice-governador, fala-se nos nomes dos deputados federais Thiago Peixoto e Flávia Morais.



