Política

“Acredito e vou lutar pela união com o MDB”, diz Caiado

Redação DM

Publicado em 6 de março de 2018 às 01:10 | Atualizado há 8 anos

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) afirmou, ontem, estar otimista em relação aos esforços para unir as oposições em um projeto único para Goiás e que confia na habi­lidade do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), para concluir o processo. Reforçando não existir uma imposição de nenhuma pré­-candidatura colocada até agora, o parlamentar foi enfático ao decla­rar que enxerga a união como via necessária para a vitória da opo­sição no pleito deste ano. “A gen­te tem de ter paciência e trabalhar pela união. O momento é de cons­truir isso, de pacificar o processo. O MDB e o Democratas já estiveram juntos nas duas últimas eleições e defendo que continuem. Sou oti­mista em relação a isso. Essas dis­cussões agora são amplas e temos de escolher o candidato que tenha as condições de levar as propostas aos eleitores. O candidato precisa ter musculatura para lutar contra uma máquina de governo”, afirmou.

Para o senador, não existe algo impositivo e o diálogo continua em aberto. “O prefeito Iris Rezende tem se colocado como um interlocutor importante. Nada nesta vida pode­mos colocar como sendo irreversí­vel. Um parlamentar para ter seus projetos vitoriosos precisa ter maio­ria, isso foi algo que aprendi. Hoje temos 12 partidos conosco e eles são maioria nas Câmaras de todo o Es­tado. É uma força real”, citou.

A hora agora é de focar no desejo de mudança da população, acredi­ta. “Não temos que desperdiçar um momento ímpar de mudança que está na cabeça dos goianos. É algo inimaginável, impressionante. Tive­mos no último sábado mil pessoas na Câmara de Goiânia que vieram espontaneamente de todos os qua­drantes de Goiás. Não são pessoas pressionados por cargos comissio­nados que compareceram. Foi um movimento espontâneo”, destacou.

Na interpretação do democra­ta, e eleição deste ano se asseme­lha muito mais a 1998 do que a quaisquer outras. “Esta eleição tem um parentesco enorme com 1998. Identifico isso. Naquele mo­mento não erramos hora alguma, tivemos habilidade de fazer uma composição em 1996 que levou Nion Albernaz à prefeitura dois anos antes. Essa eleição tem uma semelhança enorme”, rememorou.

Para ele, a dificuldade de com­posição não está na oposição, mas no atual governo que se esgotou. “Temos de fazer uma análise do momento. O governo não tem mais a musculatura que tinha, o desgas­te é real. Isso se expressa pela pou­ca popularidade do pré-candidato que lançou. A ponto de o gover­nador estar preocupado com sua eleição ao Senado. Você vê que no governo cresce a tese de pulveri­zação de candidaturas para tentar aumentar as chances de seus can­didatos. A base acendeu a lâmpa­da amarela”, avaliou.

Ronaldo Caiado acredita estar construindo chapas fortes de depu­tados – o que reforçaria uma possí­vel candidatura ao governo – e citou nomes de peso como o Delegado Waldir – que as pesquisas indicam que poderá ultrapassar o quoefi­ciente eleitoral –, além do presiden­te da Faeg, José Mário Schreiner; o ex-prefeito de Bela Vista, Eurípedes do Carmo (PSC); o médico Zacha­rias Calil; o ex-candidato a prefeito de Anápolis, Valeriano, entre outros.

Questionado pelos jornalistas da Rádio Sagres, Ronaldo Caiado afirmou ainda não ter dificuldade em conversar com nomes da base como Vilmar Rocha, pessoa a quem nutre um grande respeito mesmo com as divergências políticas. O mesmo ocorre em relação à sena­dora Lúcia Vânia. “Não tenho di­ficuldade do diálogo com pessoas que estão em lados políticos dife­rentes do meu. Sabemos que Lú­cia Vânia será candidata ao Sena­do na base do governo. Reconheço os méritos do trabalho dela. O Esta­do tem de ser feito por pessoas que têm compromisso com o desenvol­vimento”, explicou.

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