Política

Amiga de Lulinha chama presidente de mentiroso e quer fazer delação

DM Redação

Publicado em 18 de outubro de 2026 às 11:48 | Atualizado há 3 horas

Roberta Luchsinger afirmou à Polícia Federal que apresentou Lulinha ao Careca do INSS antes da Operação Sem Desconto | Foto: Reprodução/Blog Metrópoles
Roberta Luchsinger afirmou à Polícia Federal que apresentou Lulinha ao Careca do INSS antes da Operação Sem Desconto | Foto: Reprodução/Blog Metrópoles

ANA POMPEU

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A lobista Roberta Luchsinger afirmou neste sábado (17) que pretende firmar um acordo de delação premiada. As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil. Ela disse optar pela colaboração para não responder por todos os atos investigados sozinha.
Roberta é investigada em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em três inquéritos sob suspeita de corrupção e tráfico de influência.
“Eu não vou poupar ninguém, porque o que está em questão é a verdade, doa a quem doer”, disse. “Não vou poupar o filho do presidente, não vou poupar o presidente.”
Questionada sobre que informações ela poderia entregar, disse estar proibida de entrar em detalhes.
“Grande parte já está no processo, mas existe uma decisão judicial que me proíbe de falar de elementos. Tenho medidas cautelares que, se quebradas, eu vou presa, mas tudo que a Justiça tem me perguntado, tem conseguido”, afirmou.
As investigações envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e também o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, são uma das principais fontes de desgaste para a campanha de reeleição do presidente Lula.
Os três inquéritos envolvendo Lulinha e Luchsinger tramitam no STF e foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da Operação Sem Desconto, sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Um dos pontos apurados pela Polícia Federal é a suspeita de que Roberta e Lulinha mantiveram uma “sociedade oculta” em negócios. A defesa dos dois nega que eles tenham cometido irregularidades.
Os inquéritos foram abertos a partir de elementos encontrados nas buscas e quebras de sigilo da operação que mira suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões do INSS -outro caso que respinga na avaliação presidencial.
Como a Folha mostrou, investigação da PF aponta que a lobista ordenou ao seu motorista pagamentos a integrantes da cúpula do Ministério do Desenvolvimento Social e que ela guardava dinheiro vivo em malas na sua residência.
Mensagens trocadas por Roberta com Ulisses Barbosa, seu auxiliar pessoal e motorista, apontam pagamentos em espécie para as contas de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário-executivo adjunto do ministério comandado por Wellington Dias, e para José Martinho Ferreira de Araújo, atual coordenador do cerimonial da pasta.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia