“Base aliada ouve, dialoga e não discrimina a oposição”
Redação DM
Publicado em 23 de julho de 2015 às 00:10 | Atualizado há 11 anosO líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado José Vitti (PSDB), afirma que, apesar de contar com 29 votos em plenário (a oposição conta com 11), a base do governador Marconi Perillo (PSDB) não assume posição impositiva nem adota o “rolo compressor” na hora de apreciar os projetos de lei do Executivo. Segundo ele, os deputados governistas dialogam com a oposição e se posicionam sintonizados com a sociedade goiana. “Não há comportamento unilateral, impositivo, pois, em um regime democrático, temos que dialogar com a oposição e demais segmentos organizados da sociedade, ser transparente, mesmo tendo ampla maioria na Casa.”
José Vitti diz que a base governista não vive a reboque da oposição e que, ao reduzir o valor do reajuste da conta de água e esgoto de 32% para 16% e a manutenção do subsídio do Eixo Anhanguera, o fez por entender ser o melhor para a população goiana. “Não houve derrota do governo e sim a compreensão de que o índice de reajuste precisava ser reavaliado, com a participação decisiva do governador Marconi Perillo.”
Para José Vitti, o líder do PMDB, José Nelto, cumpre o seu papel constitucional de fazer oposição ao governo. “Cabe à oposição fazer a crítica, apresentar questionamentos e discordar, quando entende que deve fazê-lo. É assim que funciona a democracia no Parlamento. Na hora decisiva, depois de amplo debate, a base governista, que tem maioria de votos, opta pela direção que entende ser melhor para a sociedade.”
O líder do governo discorda de José Nelto, quando o peemedebista diz que o governo, na Assembleia Legislativa, “se rende à força da oposição” ao recuar na aprovação de projetos, como o aumento do reajuste de tarifas de água e suspensão do subsídio do transporte coletivo: “Não há recuo, rendição e, muito menos, derrota moral. O governo Marconi é democrático, transparente e opta pelo caminho do diálogo. Quando altera propostas, o faz consciente de que age em favor dos interesses da sociedade goiana”.
Segundo José Vitti, decisões administrativas são tomadas após amplas discussões entre o governador, secretários e deputados da base. “O recuo não foi uma decisão tomada por causa da oposição. No Parlamento goiano, quantas e quantas vezes projetos foram retirados e aperfeiçoados pelo Executivo?”
O deputado governista cita, como exemplo de desprendimento do governador Marconi Perillo, o pagamento do piso dos professores retroativo ao mês de maio e não em setembro, como se cogitara, agindo, segundo ele, de acordo com os “interesses dos educadores e da sociedade”.
José Vitti ressalta que, ao aprovar projetos enviados pelo Executivo, a base aliada o faz sem se preocupar com “motivações político-partidárias”. E completa: “Precisamos exercer o mandato com foco na melhoria da qualidade dos serviços que são prestados à sociedade, em áreas como educação, saúde, segurança pública, meio ambiente, transporte coletivo, pavimentação de rodovias. As divergências políticas devem ficar para o período das eleições”.
José Vitti sustenta que, na coordenação da liderança do governo na Assembleia Legislativa, abre ampla discursão com a oposição, no trato dos projetos enviados pelo Executivo. “Sou o primeiro a procurar os deputados da oposição e, de forma democrática e transparente, ouvi-los e apresentar as razões da iniciativa do governador em propor determinada iniciativa de sua gestão. E posso dizer que a oposição tem oferecido contribuição ao aperfeiçoamento de determinados projetos”.
Vigilância
Sobre a promessa do líder do PMDB, José Nelto, de que, no segundo semestre, a oposição vai intensificar a “vigilância” e “cobrar” o cumprimento das obras anunciadas durante a campanha eleitoral do ano passado, o deputado José Vitti foi claro: “Essa posição pertence não apenas à oposição, mas, também, à sociedade. Toda ação de governo tem que ser transparente. O governo tem os seus órgãos internos de controle e não há novidade nisso. Em um governo democrático, honrado e sério, como o de Marconi Perillo, não há temor algum em que se investigue todas as decisões administrativas tomadas”.
OSs
José Vitti diz estar à disposição dos deputados da oposição para apresentar os contratos firmados entre órgãos do governo Marconi com as organizações sociais (OSs). “Goiás inteiro vê os resultados expressivos que as OSs alcançam nas gestões dos hospitais, com serviços de qualidade apresentados à sociedade. Para confirmar isso, a oposição deve visitar o HGG, Hugo, Hugol, Crer, HDT, HMI, entre outras unidades hospitalares do Estado.”
O deputado tucano sustenta que, apesar das críticas oposicionistas, não há qualquer ilegalidade nos contratos do Estado com as OSs que atuam na área da saúde. “São acusações levianas, sem fundamento. É fácil dizer algo e não apresentar provas do que acusa. A oposição deve fiscalizar os atos do governo, mas precisa agir com responsabilidade na hora de apontar o dedo. Não se pode dizer que algo não funciona, que está irregular apenas com motivações eleitoreiras. A crítica deve ser feita pela oposição, desde que se tenha responsabilidade e fundamento, com documentos, com as provas.”
José Vitti diz que a oposição está na contramão da história e explica: “Enquanto o PMDB procura achar defeitos no trabalho das Organizações Sociais que atuam em Goiás, o País inteiro vem conhecer os modelos implementados pelo governador Marconi Perillo, cujos resultados são melhores, a cada dia, na qualidade dos serviços oferecidos à população. Governadores, secretários, prefeitos, senadores e deputados fazem romaria a Goiás para conhecer o trabalho realizado pelas OSs na área da Saúde, por exemplo.”
O líder do governo não concorda com a crítica do deputado José Nelto dirigidas ao Ministério Público Estadual, de que o órgão atua mais em “defesa dos interesses do governo do que da sociedade”, e rebate: “É uma declaração preocupante, pois se trata um órgão atuante e sério. O que desagrada a oposição é que, apesar das investigações do Ministério Público, no cumprimento de seu dever constitucional, não se encontra nenhuma ilegalidade nos atos do governo. Atacar o Ministério Público é enfraquecer o regime democrático”.
“Sou o primeiro a procurar os deputados da oposição e, de forma democrática e transparente, ouvi-los e apresentar as razões da iniciativa do governador em propor determinada iniciativa de sua gestão”