Política

Base aliada sai na frente e PMDB vive novo drama

Redação DM

Publicado em 23 de julho de 2016 às 03:22 | Atualizado há 1 ano

Dos 50 maiores municípios de Goiás, a base aliada do governador Marconi Perillo, representada pelo PSDB, PP, PSD, PR, PTB, PSB, PPS e PDT, é favorita para vencer as eleições deste ano em 40. Já o PMDB, DEM e Solidariedade de Iris Rezende, Maguito Vilela, Ronaldo Caiado e de Armando Vergílio têm chances em apenas dez localidades.

Os tucanos e os demais partidos governistas detém a hegemonia da política municipalista goiana desde 2000, quando Marconi Perillo tinha dois anos de presença no Palácio das Esmeraldas. De lá para cá, o PMDB e seus coligados não conseguem deslanchar nos maiores colégios eleitorais do Estado.

Mesmo sem sucesso nas urnas em grandes cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, o PSDB marconista preserva forte base eleitoral nos chamados “grotões” do Estado – os pequenos e médios municípios em um universo universo de 246.

Essa boa performance eleitoral nos municípios deu sustentação aos projetos majoritários (governador e senador) de Marconi Perillo em 2002, 2006, 2010 e 2014. São quatro mandatos de governador e um de senador para Perillo desde as eleições de 1998, quando o PMDB foi desbancado do poder em Goiás.

O insucesso do PMDB nos pleitos municipais, por consequência, tem trazido sucessivas derrotas também em relação aos pleitos estaduais – Iris Rezende perdeu, ao longo dos anos, três candidaturas a governador e uma a senador; e Maguito Vilela também não obteve êxito nas duas vezes que concorreu ao Palácio das Esmeraldas, só vencendo uma para senador.

 Cenário eleitoral

A base do governador Marconi Perillo sai à frente na corrida eleitoral em grandes municípios como Aparecida de Goiânia, Rio Verde, Itumbiara, Goianésia, Jaraguá, Porangatu, Santa Helena, Jataí, Morrinhos, Goiatuba, Trindade, Senador Canedo, Águas Lindas, Luziânia, Valparaiso de Goiás, Ceres, Novo Gama e Posse.

Já o PMDB, DEM e Solidariedade de Iris Rezende e de Maguito Vilela têm chances de vencer em Aparecida de Goiânia, Catalão, Formosa, Uruaçu, Porangatu, Quirinópolis, Mineiros, Jataí, Rio Verde e Minaçu.

Em Goiânia, o PMDB era favorito com a candidatura de Iris Rezende. Sem o ex-governador, os peemedebistas sequer devem chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. Se Vanderlan Cardoso (PSB) for candidato da base aliada, o marconismo tem chance de vencer, pela primeira vez, a disputa na capital.

Com a decisão de Iris Rezende de afastar-se da vida pública, o ex-governador não irá reforçar, portanto, a campanha do PMDB no interior do Estado. Já o ex-governador e prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela promete comparecer a eventos de campanha do PMDB em algumas cidades, principalmente em municípios do sudoeste goiano.

Em Aparecida de Goiânia, o professor Alcides Ribeiro, do PSDB, e o deputado estadual Marlúcio Pereira, do PSB, estão tecnicamente empatados, de acordo com as pesquisas de intenções de voto. O prefeito Maguito Vilela (PMDB) trabalha pela manter seu grupo no poder, ao apoiar a candidatura de Gustavo Mendanha a prefeito.

Em Anápolis, nem o PSDB marconista nem o PMDB irista lidera as pesquisas, já que o prefeito João Gomes (PT), candidato à reeleição, está à frente na corrida eleitoral naquela cidade.

O presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves prevê vitória dos partidos que integram a base aliada governista em 200 dos 246 municípios goianos. “Esse cenário se repete desde que Marconi Perillo chegou ao poder em Goiás. Essa hegemonia eleitoral será mantida”.

O presidente estadual do PMDB, Daniel Vilela, aposta em uma mudança no quadro eleitoral municipal de Goiás e espera vitória de seu partido em cidades pequenas, médias e grandes. Ele lembra que só PMDB vai lançar candidatos a prefeito em 180 das 246 cidades, sem falar no DEM e Solidariedade.

O DEM de Ronaldo Caiado foi desidratado eleitoralmente em Goiás, em 2014, quando o democrata deixou a base do governo Marconi e aliou-se ao PMDB para concorrer – e vencer – a disputa por vaga ao Senado. A quase totalidade dos 17 prefeitos do DEM deixaram a legenda para aliar-se ao PSDB marconista. Nas eleições municipais deste ano, o DEM ainda não conseguiu lançar número significativo de candidatos a prefeito.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia