Política

Bruno aposta em Caiado para presidente e Daniel ao governo

Redação DM

Publicado em 12 de julho de 2023 às 15:07 | Atualizado há 3 anos

O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto (União Brasil) antecipou que apoia o nome de Ronaldo Caiado (UB) para a presidência da República em 2026. Ele avalia que o atual governador reúne todas as condições para dirigir o Brasil e entregar aquilo que a população brasileira demanda, além de ser um nome que pode superar a polarização que tomou o país nos últimos quatro anos. 

O deputado lançou a chapa majoritária para as eleições de 2026 em Goiás, com Daniel Vilela (MDB) para governador do Estado, a primeira-dama Gracinha Caiado para uma das cadeiras do Senado, e, numa composição tida como improvável, Wilder Morais (PL) para vice-governador.

Eleições em Goiânia

Bruno Peixoto ressaltou que a possibilidade de concorrer ao Paço nas eleições municipais do ano que vem dependeria da anuência do governador Ronaldo Caiado e do vice, Daniel Vilela. Segundo Peixoto, tanto o MDB goiano, quanto o União Brasil têm quadros muito capacitados para a disputa municipal da capital, e citou como exemplos Ana Paula Rezende, filha do ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende, além de Gustavo Mendanha, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, que está voltando ao MDB, mas que, por ora, não reuniria condições jurídicas para a disputa.

“Estes nomes estão aptos e prontos para disputar a eleição. Se acontecer desses nomes não se propuserem a disputar a prefeitura de Goiânia, e eu sentir que Goiânia não vai ter ali ninguém pra cuidar, poderia até colocar meu nome à disposição. Eu tenho muitas ideias para nossa capital. Seja quem for o escolhido para encabeçar esse projeto, tem que conhecer a cidade, tem que estar em cada canto dela. Tem que saber as necessidades de cada região”, frisou, lembrando que ele caminha ao lado do governador Ronaldo Caiado e que é ele, junto com sua base, quem vai tomar essa decisão.

Bruno Peixoto antecipou que sua intenção é disputar uma cadeira na Câmara Federal em 2026. O deputado, que está no seu quarto mandato na Alego, foi reeleito antecipadamente presidente da Casa para o biênio 2025-2026.

 Bruno Peixoto sugeriu ao presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo (Patriota) que se filie ao UB ou ao MDB para concorrer à prefeitura de Goiânia em 2024. Sobre a própria candidatura, entretanto, o deputado estadual reforça que está ao dispor de seu partido e do governador Ronaldo Caiado (UB). 

A ideia foi suscitada em um momento de indefinição, quando se especula sobre o futuro de algumas das principais forças políticas do Estado. Ana Paula Rezende (MDB) pode assumir sua candidatura até setembro, segundo fontes próximas da filha do ex-prefeito Iris Rezende. Se o anúncio não vier, a tendência é de que o MDB busque outra alternativa, como uma composição política com Bruno Peixoto.

De forma semelhante, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (de mudança para o MDB), pode ou não concorrer, a depender de autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a aprovação não venha, o partido fica compelido a encontrar um nome para compor a chapa que disputa a prefeitura – talvez o nome de Romário Policarpo. Talvez para compor como vice de Bruno Peixoto. 

O presidente da Alego chegou a se empolgar e revelou algumas de suas ideias. “Eu digo: nós temos a Goiás Norte e a Marginal Botafogo que termina na Goiás Norte. Porque não fazer a ligação no trecho até a Leste Oeste? Porque não concluímos a Leste Oeste até o Vera Cruz? Porque até hoje não se terminou o BRT? Precisamos dar dinamismo as obras”, destacou.

Ao ser questionado se nos bastidores, estaria sendo costurado um acordo para que ele encabece uma chapa com o vereador Romário Policarpo como vice, Bruno fez elogios ao presidente da Câmara dos Vereadores. “Romário Policarpo é um amigo e presidente da Câmara Municipal e tem condições de ser o candidato a prefeito. Eu sugeri que ele se filie ao União Brasil e ao MDB e tem condições de ser candidato a prefeito”, completou. 

O critério para que qualquer nome possa protagonizar a candidatura majoritária na capital? Bruno também dá o tom. “Temos vários nomes que conhecem cada canto da cidade. Se quer administrar Goiânia, tem que conhecer Goiânia. Não dá para administrar Goiânia por um celular ou por telas”, pontuou. “Não significa que sou candidato, quero apoiar alguém que viva Goiânia e que a gente possa sugerir no plano de governo e ajudar na execução nisso”, salientou.

Primeiro semestre da Alego foi marcado pelo “alto rendimento”

Tendo como foco a dedicação total às demandas do povo goiano, o primeiro semestre da 20ª Legislatura foi marcado pelo alto rendimento quando o assunto é a produção de leis. 

No Plenário Iris Rezende, os deputados da Alego deliberaram 2.679 processos legislativos entre janeiro e o início de julho de 2023, um aumento de 108,55% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram apreciados 1.285 textos.  

Do total, foram 585 iniciativas parlamentares, 19 da Mesa Diretora, 195 encaminhados pela Governadoria, 18 de outros Poderes e órgãos, 138 vetos, 55 pareceres contrários emitidos pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação e 1699 requerimentos. 

O presidente da Assembleia, Bruno Peixoto (UB) comemora os resultados. “São matérias que vão diretamente ao encontro dos anseios da nossa população. Por isso, em tempo recorde, aprovamos essas 2.679 propostas que, sem dúvidas, farão a diferença na vida do nosso povo”, avalia. E promete: “Queremos dar celeridade nos projetos dos deputados e da Governadoria, para que, assim que aprovados, possam melhorar a vida dos goianos”.

Entre as proposituras apresentadas pela Casa até o dia 4 de julho, quando teve início o período de recesso parlamentar, além dos requerimentos já citados, foram 665 projetos de lei ordinária, 7 de lei complementar, 26 projetos de resolução e cinco propostas de emenda constitucional (PEC). Já foram publicadas oficialmente três PECs, 324 leis ordinárias, cinco leis complementares, 13 decretos legislativos e 19 resoluções. 

Destaques do Executivo

Neste semestre, o governador Ronaldo Caiado (UB) enviou 195 projetos de lei para serem analisados pelo Parlamento goiano. As sugestões abarcam diferentes temas relevantes ao estado de Goiás e a assistência social foi um dos que recebeu destaque. 

No mês de março, quatro projetos, que já se tornaram lei, contemplaram a área. O programa “Goiás por Elas” beneficia mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social com auxílio financeiro. Originalmente processo nº 218/23, a Lei nº 21.812/23 promove a transferência direta de renda no valor de R$ 300 pelo período de 12 meses com intenção de romper o ciclo da violência.

Já o programa “Dignidade”, tema da Lei nº 21.810/23 (projeto nº 216/23), presta assistência social aos idosos. O foco principal é a superação dos riscos sociais, garantia da segurança alimentar e autonomia financeira, a partir de um benefício pago no valor de R$ 300. A transferência direta de renda usa da base de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). 

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