Política

Bruno Peixoto deve ser eleito presidente da Alego por consenso

Redação DM

Publicado em 27 de janeiro de 2023 às 15:49 | Atualizado há 3 anos

O deputado estadual Bruno Peixoto (UB) conseguiu o apoio de todos os 40 colegas parlamentares e deve ser eleito presidente da Assembleia Legislativa de Goiás para o biênio 2023/2024 por unanimidade, no próximo dia 1º de fevereiro. Bruno acertou com Lincoln Tejota (UB), o último, entre os outros 40 deputados que ainda resistia em fechar acordo para a eleição da Mesa.

Reeleito para o 4º mandato de deputado estadual como o mais votado do Estado nas últimas eleições, Peixoto já vinha trabalhando para construir um consenso na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, segundo ele, para evitar que houvesse uma divisão entre os parlamentares, que envolveria, inclusive, a base do governador Ronaldo Caiado na Casa. 

De acordo com as informações, o recuo de Lincoln Tejota e seu apoio à eleição de Bruno se deu depois de acerto de que o ex-vice-governador ficará com a Comissão de Habitação, Reforma Agrária e urbana, além das vice-presidência das comissões de Minas e energia e de Desenvolvimento Econômico, Ciência Tecnologia e Inovação, e, ainda, assento na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, considerada a mais importante do parlamento goiano.

Bruno Peixoto, que foi líder do Governo Caiado na Assembleia, sustenta que, antes de um desejo pessoal, buscou o entendimento em torno do seu nome para a presidência da Alego com vistas a contribuir com a governabilidade do segundo governo de Ronaldo Caiado, o que será feito, segundo ele, respeitando a separação de poderes, a autonomia do poder legislativo e a harmonia entre o parlamento, o executivo e demais poderes constituídos do Estado.

Nova mesa diretora

Dos dez cargos da mesa diretora da Alego, oito já possuem os nomes que irão ocupá-los. Os outros dois estão destinados ao MDB, que escolheu Charles Bento e Lucas do Vale. Resta a eles definir quem ficará com qual posto.

Com Peixoto na presidência, o primeiro vice-presidente será um dos dois deputados indicados pelo MDB. A segunda vice-presidência ficará com Clécio Alves (Republicanos), que assume o mandato neste ano. O deputado eleito está deixando a Câmara Municipal de Goiânia, onde era presença constante na composição da mesa diretora.

A terceira vice-presidência ficará com Antônio Gomide (PT). Já Cairo Salim (PSD) ficou como vice-presidente corregedor, que é um cargo novo. O segundo vice-presidente corregedor será um dos dois indicados pelo MDB.

Virmondes Cruvinel (UB), que chegou a cogitar entrar na disputa para a presidência da Casa, ficou com a primeira secretaria. O segundo secretário será Júlio Pina (PRTB), o terceiro, Amauri Ribeiro (UB) e o quarto, Gugu Nader (Agir).

Ao todo, sete partidos foram contemplados – União Brasil, MDB, Republicanos, PT, PSD, PRTB e Agir. Fora a presidência, o União Brasil e o MDB, que são as duas maiores bancadas partidárias da Casa, com seis deputados eleitos cada, ficaram cada uma com dois cargos na mesa diretora. As siglas também são, respectivamente, os partidos do governador Ronaldo Caiado (UB) e do vice-governador Daniel Vilela (MDB).

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