Política

Caiado: “O setor produtivo tem papel primordial na recuperação de Goiás”

Redação DM

Publicado em 26 de maio de 2018 às 01:57 | Atualizado há 8 anos

O senador Ronaldo Caiado (Democratas) reuniu-se, na última segunda-feira, com o conselho da Associação Pró­-Desenvolvimento Industrial do Es­tado de Goiás (Adial), presidida por Otávio Lage Filho, e afirmou que a viabilidade do setor produtivo é hoje um dos maiores desafios ao Estado e que precisa ser enfrentado com compromisso de aumentar os incentivos e diminuir a burocracia e a insegurança jurídica. O encon­tro também teve a participação do senador Wilder Morais (Democra­tas), que ressaltou a necessidade de regiões mais carentes de Goiás atraírem novas indústrias. “Nossa preocupação é dar viabilidade ao setor produtivo. O setor produtivo é a salvação de Goiás. É preciso criar um sistema que possa diferenciar Goiás no contexto nacional. Preci­samos criar mecanismos para que o setor produtivo seja mais incen­tivado. O setor produtivo tem pa­pel primordial na recuperação de Goiás. Diante dos desacertos nos últimos anos, a insegurança jurí­dica em nosso Estado colocou em risco postos de trabalho e investi­mentos. Meu compromisso é fa­zer o Estado recuperar a confian­ça de empresários e investidores e promover um cenário seguro que vá garantir empregos e desenvol­vimento. Só assim vamos mudar esse cenário. A mão forte do gover­no tem de ser na saúde, segurança e educação. No mais, precisamos abrir espaço para que o setor pro­dutivo possa decolar e gerar empre­gos e desenvolvimento”, defendeu.

Aos associados, Ronaldo Caiado afirmou que o governo precisa ter o setor como parceiro e não causar en­traves que impeçam as indústrias de crescerem. Alémdisso, ogovernonão pode focarapenasem regiões mais ri­cas do Estado. “Goiás precisa de pes­soas com visão de Estado, de solida­riedade ao cidadão. O Estado tem de estar aparelhado para fazer com que os polos regionais tenham o mínimo de dignidade de cidadania”, afirmou.

Durante a sua fala, o parlamen­tar lembrou as lutas que enfrentou no Congresso a favor do setor. En­tre elas o apoio ao projeto de con­validação dos incentivos fiscais. No ano passado, o Congresso aprovou em votação definitiva o projeto de convalidação dos benefícios fiscais do Estado. O PLS 130/14, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), reparou a insegurança jurídica ge­rada por uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que torna inconstitucional benefí­cios não aprovados pelo Confaz. O assunto deve voltar nesta quarta­-feira (15/05) à pauta do STF, mas Ronaldo Caiado e Wilder Morais se comprometeram com a Adial a buscar uma audiência com a minis­tra Rosa Weber sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do governo de São Paulo que questio­na benefícios fiscais goianos.

Ronaldo Caiado também falou sobre a articulação para aprovar uma emenda que trata da isenção de 75% do imposto de renda para empresas que se instalarem no Cen­tro-Oeste, como está previsto ori­ginalmente no PLS 656/2015, que concede o benefício ao Norte e Nor­deste. “Vamos lutar para que Goiás seja incluído neste processo. É um projeto de muita relevância para o nosso Estado”, contou.

O empenho para garantir o di­reito de passagem da Ferrovia Nor­te-Sul em Goiás também foi lembra­do. Com a articulação do senador, a MP 752 – que trata da renovação de contratos de ferrovias, rodovias e ae­roportos – foi aprovada. O direito à passagem ficou claro no texto da MP com a inclusão de emenda de reda­ção ocorrida após protesto de sena­dores, como Ronaldo Caiado, sobre o texto oriundo da Câmara não con­templar o direito, o que poderia in­viabilizar a licitação de trechos da ferrovia, a exemplo do que fica entre Palmas (TO) e Anápolis (GO). A ma­téria segue para sanção presidencial.

O presidente da Adial agrade­ceu os senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais pela visita. “Como entidade de classe estamos levan­do nossas questões aos pré-can­didatos. O setor tem sido afetado em seu crescimento econômico e de geração de empregos. Sem in­centivos as empresas não se insta­lam aqui, não geram receitas e não criam empregos”, lembrou.

Otávio Lage Filho defendeu a ne­cessidade de o Estado ser mais en­xuto. “Quando o Estado é mais en­xuto ele precisa de menos recursos. O Estado tem de ser o indutor do crescimento”, defendeu. “A função dos parlamentares é muito impor­tante para o setor produtivo. Tive­mos o apoio dos senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais em ques­tões importantes no Senado. Agora queremos enviar nossas sugestões para o plano de governo. O que mais precisamos é de diálogo”, emendou.

 

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