Política

Caiado vai investigar JBS-Friboi

Redação DM

Publicado em 14 de maio de 2015 às 02:44 | Atualizado há 11 anos

 

O  líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado, voltou a defender, ontem, a leitura e a instalação da CPI do BNDES no Senado, após a revelação de que a  Empresa JBS está sendo investigada por “ilegalidades” em uma redução bilionária de dívida com o governo de Goiás.

Em matéria do Diário da Manhã, ontem (13), o Ministério Público pediu e a Justiça decidiu pela quebra do sigilo fiscal do grupo após a redução de uma dívida de R$ 1,3 bilhão para R$ 320 milhões, através de uma lei de isenção que durou somente uma semana, no final de 2014. “A JBS é um dos conglomerados que mais receberam repasses através de financiamentos junto ao BNDES.”

Para Caiado, a CPI, que já conta com 27 assinaturas – número limite –, pode ajudar a revelar até que ponto a empresa foi apadrinhada pelos governos estadual e federal.

“Qualquer empreendedor sabe das dificuldades com a burocracia e com altos impostos para manter e fazer uma empresa prosperar no Brasil. A menos que você seja amigo de Lula e Perillo, além de principal financiador de campanhas no País. Aí, haja crédito farto e tolerância de governos com sua evasão fiscal. O tratamento VIP que o governo goiano deu a JBS inclui até uma lei exclusiva para abater suas dívidas”, ironizou Caiado.

Conforme explicitado do DM, a lei, que alterou o Programa de Regularização Fiscal das Empresas no Estado de Goiás, foi publicada no Diário Oficial no dia 22 de dezembro de 2014 com autorização para a redução de 100% da multa, juros e correções monetárias de débitos tributários e teve vigência até o dia 29 de dezembro. “Parte da dívida do JBS com Goiás é originária de uma fraude fiscal no recolhimento do ICMS. O grupo identificava mercadorias como tipo exportação e vendia no mercado interno, escapando da cobrança tributária”, diz o senador. Caiado lembra que só o volume aportado pelo BNDES já seria o suficiente para desequilibrar todo o setor de processamento de carne.

“Se com o apadrinhamento de Lula eles já monopolizariam o setor, imagine com essa sonegação bilionária em Goiás? Está configurado aí um grande desserviço ao empreendedorismo no País. Não dá pra competir com amigos do rei que tomam dinheiro emprestado, deixam de pagar impostos e ainda se beneficiam de lei exclusiva para abater suas dívidas”, concluiu.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia