Política

Carol do Amiltinho dispara, é eleita e se torna fenômeno de votos para a Assembleia de Goiás

Léo Carvalho

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 19:41 | Atualizado há 1 hora

Carol do Amiltinho votou em Anápolis neste domingo (4), seis dias depois de assumir a candidatura que era disputada pelo marido, Amilton Filho | Foto: Divulgação
Carol do Amiltinho votou em Anápolis neste domingo (4), seis dias depois de assumir a candidatura que era disputada pelo marido, Amilton Filho | Foto: Divulgação

Carol do Amiltinho (MDB) já está eleita para a Assembleia Legislativa de Goiás 2027 e se consolidou como o principal fenômeno eleitoral da disputa de 2026. Viúva do deputado estadual Amilton Filho, morto em um acidente na BR-050 no dia 26 de setembro, ela assumiu a candidatura do marido apenas seis dias antes da votação e terminou a apuração na liderança entre os candidatos ao Legislativo estadual.

Com a apuração avançando neste domingo (4), Carol ultrapassou a marca de 100 mil votos. Na atualização mais recente disponível, com 83,27% das urnas totalizadas, ela somava 100.790 votos, mantendo distância expressiva dos demais concorrentes.

O resultado ganha dimensão ainda maior pelo curto período em que Carol esteve oficialmente na disputa. A candidatura foi definida pelo MDB na segunda-feira (28), dois dias depois da morte de Amilton. O partido decidiu manter o projeto eleitoral construído pelo deputado e indicou a viúva para ocupar o lugar dele na corrida pela Assembleia.

Amilton Filho, de 41 anos, morreu na madrugada de 26 de setembro, em um acidente na BR-050, na região de Cristalina. O deputado estava em campanha pela reeleição e era apontado como um dos nomes competitivos da disputa pela Assembleia.

Com a morte do parlamentar a poucos dias da eleição, o MDB escolheu Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria, conhecida como Carol do Amiltinho, para assumir a candidatura.

Como a substituição ocorreu depois da geração dos dados das urnas, o eleitor encontrou na tela da urna o nome e a fotografia de Amilton Filho. Os votos destinados ao número 15100, porém, foram contabilizados para Carol, conforme as regras eleitorais aplicáveis à substituição de candidatura.

A mudança também passou pela análise da Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável ao registro de Carol e afirmou não ter identificado causa de inelegibilidade ou ausência de condição de elegibilidade. Houve, durante a semana, questionamentos sobre a filiação partidária da candidata, mas o MDB informou que a situação havia sido regularizada judicialmente.

O desempenho de Carol ganhou força ainda durante a apuração. Com pouco mais de 60% das urnas totalizadas, ela já havia ultrapassado os 80 mil votos e superado a marca de 73.962 votos obtida por Bruno Peixoto em 2022, até então o maior número registrado por um candidato a deputado estadual em Goiás.

A votação também mostra a força da mobilização construída em torno do nome de Amilton e da decisão de manter seu projeto político por meio da candidatura da viúva. Ao votar em Anápolis neste domingo, Carol afirmou que pretende continuar o trabalho iniciado pelo marido e agradeceu o apoio recebido durante a campanha.

A candidata votou acompanhada dos dois filhos, Samuel e Laura, da irmã de Amilton, Andreia Rezende, presidente da Câmara Municipal de Anápolis, e do prefeito Márcio Corrêa. Durante a votação, ela afirmou que a dimensão do reconhecimento ao marido ficou ainda mais evidente depois de sua morte.

O resultado transforma uma candidatura construída em caráter emergencial em uma das maiores votações da história da Assembleia Legislativa de Goiás. Carol deixa a eleição como a candidata mais votada da disputa e assume uma cadeira no Legislativo estadual carregando o desafio de transformar a comoção que marcou sua entrada na política em atuação parlamentar própria.


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