Política

Ceser Donisete: “Onde o Caiado estiver, o PT não fica”

Redação DM

Publicado em 9 de julho de 2015 às 01:16 | Atualizado há 2 anos

O presidente estadual do PT, Ceser Donisete, reafirma a posição de que seu partido não faz alianças com o DEM. “Onde o Caiado estiver, o PT não fica.” O dirigente petista deixa claro: “Eles (DEM) não querem a gente e a gente não deseja a companha deles.” Caiado faz forte oposição aos governos petistas de Lula e Dilma.

Ceser Donisete adianta que em numa das 246 cidades goianas haverá aliança ou acordo entre petistas e democratas. “A determinação da direção nacional é a de que o PT não se alie ao DEM e isso não é de agora.”

Questionado sobre se o PMDB vai trocar o PT pelo DEM nas alianças eleitorais de 2016 em Goiás, o presidente Ceser Donisete disse que, em conversas com o presidente peemedebista Samuel Belchior, os acordos serão pontuais, cidade por cidade, não estando, portanto, inviabilizada a coligação entre os dois partidos. Segundo ele, Belchior sustentou que o PMDB fará acordos com o DEM nas cidades onde os democratas são oposição ao PSDB, e em outras cidades haverá entendimento com o PT.

O dirigente petista diz que o PMDB terá dificuldades em encontrar prefeitos do DEM no campo oposicionista ao PSDB marconista. Ele lembra que o único deputado estadual do DEM, Helio de Sousa (presidente da Assembleia Legislativa) integra a base de apoio do governo Marconi.

Ceser Donisete disse esperar que a aliança entre PT e PMDB, concretizada em duas eleições em Goiânia, venha a ser mantida também em 2016. “O PMDB participa da administração de Paulo Garcia, tem o vice-prefeito e nada mais que normal prosseguir coligado com o PT para o próximo pleito.”

Para o dirigente, caso as conversações com o PMDB não evoluam satisfatoriamente, o PT lançará candidato próprio à sucessão do prefeito Paulo Garcia. E lembra que existem “bons nomes” no partido: deputados estaduais Humberto Aidar, Adriana Accorsi e Luis Cesar Bueno e o suplente de deputado federal e ex-reitor da UFG, Edward Madureira.

Ceser Donisete acha cedo para discutir nomes para a disputa em Goiânia, já que as convenções somente serão realizadas em junho do ano que vem. “Qualquer definição agora fica prejudicada, pois o pleito ainda está distante.”

Na Capital

O deputado estadual e presidente do PT Metropolitano, Luis Cesar Bueno, diz que o seu partido não está preocupado com as “preferências eleitorais” do PMDB e sim de discutir alianças que possam beneficiar a cidade de Goiânia. Para ele, a maior possibilidade é a de o PT lançar candidato próprio à prefeitura da Capital. Ele coloca o próprio nome à disposição do PT para eventual disputa ao Paço e lembra as opções de Adriana Accorsi, Humberto Aidar e Edward Madureira. “O PT tem tradição de lançar nome próprio. Se não derem prosperarem as conversações com o PMDB, seguiremos o nosso próprio caminho, com chapa de prefeito e de vereadores.”

Luis Cesar Bueno evita entrar na polêmica sobre se o PMDB fará opção entre o DEM e o PT. “Essa discussão não pertence a nós e sim ao PMDB. Cabe a eles decidirem o que é melhor. Nós, do PT, vamos decidir o que for melhor para o partido.”

O presidente do PT Metropolitano ressalta que cabe ao PMDB resolver os seus conflitos, sem envolver outros partidos. “Não estamos interessados em entrar nos problemas internos do PMDB.”

Há uma pergunta sobre se o PMDB lançar Iris Rezende candidato a prefeito, com o vice do próprio partido, excluindo o PT, Luis Cesar Bueno foi taxativo: “Repito, o nosso partido tem preferência pela candidatura própria”.

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