Cinco nomes disputam a Casa Verde
Redação DM
Publicado em 29 de maio de 2018 às 01:46 | Atualizado há 1 ano
O eleitor goiano já conta com cinco pré-candidatos para a sucessão ao governo de Goiás. O PSDB aposta na reeleição do governador José Eliton, o DEM, no senador Ronaldo Caiado. Após cinco eleições onde Maguito Vilela e Iris Rezende se revezaram como candidatos, o MDB investe no jovem deputado federal Daniel Vilela para tentar retornar ao Palácio das Esmeraldas, de onde saiu em 1998. O PT também tráz um nome novo, a professora Kátia Maria, e o PSol avaliza a candidatura do professor Wesley Garcia. Todos este nomes, no entanto, devem ser confirmados pelas convenções partidárias, que serão realizadas no mês de agosto. Por enquanto, como se diz no futebol, o campeonato ainda não começou, o que se tem agora é apenas a pré-temporada, onde muitos dos jogadores que foram titulares podem ficar na reserva ou até não serem convocados para os jogos oficiais.
PSDB
O governo, como em qualquer eleição, sai na frente. Nas últimas eleições a chapa governista teve a seu favor uma aliança com cerca de quinze partidos. Para estas eleições a meta do governador José Eliton é poder contar com dezessete legendas ao seu lado, por enquanto esta meta ainda não foi atingida. Além de seu partido, o PSDB, Eliton teve confirmados o apoio do Pros, do deputado estadual Liconl Tejota, do PPS, do deputado federal Marcos Abrão, o PTB do deputado federal Jovair Arantes e o PV de Eduardo Zarataz.
Tradicionais aliados do governo ainda não bateram o martelo a favor da candidatura de Eliton como o PP, hoje dirigido pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, o PSD, comandado pelo ex-deputado federal Vilmar Rocha,o PR da deputada federal Magda Moffato, o PRB do deputado federal, o PDT da deputada federal Flávia Morais, o Solidariedade, do deputado federal Lucas Vergílio e o PSB da senadora Lucia Vânia. Todos eles ainda não se posicionaram sobre se ficam ou se saem da base situacionista, que desde as eleições de 1998 se convencionou chamar de “tempo novo”.
DEM
O DEM do senador Ronaldo Caiado já garantiu alianças com pequenas siglas como o PSC do ex-prefeito de Bela Vista Eurípedes do Carmo, irmão do ex-deputado estadual José do Carmo, que é primeiro suplente de Caiado no Senado, o Podemos, do empresário Sandro Resende, o PSL, do deputado federal Delegado Valdir, além do PMN, PMB, Patriotas, PPL, PTC e PSDC.
Caiado busca ainda fechar aliança com o PRP, que hoje é dirigido pelo vereador Jorge Kajuru, pré-candidato a senador; com o PRTB, do ex-presidente da Comurg Denes Pereira. O senador também “afina a viola” com o PHS, com o Avante e tenta tirar da aliança governista o PRB.
MDB
Maior partido de oposição no Estado, com 37 prefeitos, quatro deputados estaduais, dois federais, o MDB comanda ainda as prefeituras mais populosas (Goiânia e Aparecida de Goiânia). O deputado federal Daniel Vilela trabalha com afinco para ter ao seu lado o PP, do ministro Alexandre Baldy, e o PSD do ex-deputado Vilmar Rocha. Para isto, além de conversas com os dirigentes destes partidos, Daniel tenta sensibilizar os parlamentares destas siglas (Heuler Cruvinel, Roberto Balestra e Sandes Junior, do PP; Thiago Peixoto, Francisco Júnior e Simeyson Silviera, do PSD). O emedebista também trabalha para que PRTB, Avante e o PHS façam opção pela sua candidatura.
PT
O PT, que em 2014 disputou eleição com chapa pura, ou seja, sem alianças, pode repetir esta situação em 2018. No pleito anterior, os petistas tiveram mais de 10% dos votos e garantiram a eleição de quatro deputados estaduais e um federal. Nestas eleições, Katia Maria espera contar com a aliança com o PCdoB, partido que já fez coligações com o PT noutras eleições (1998, 2002 e 2006), elegendo representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal.
PSOL
O PSol, que neste ano lança a candidatura do professor Wesley Garcia, servidor da rede pública de ensino de Valparaíso, trabalha uma aliança com o PCB, da professora Marta Jane e com a Rede, do ex-vereador Djalma Araújo. O objetivo dos socialistas é garantir palanque para a candidatura presidencial do ativista social Guilhermes Boulos, um dos líderes nacionais do Movimento dos trabalhadores Sem Teto (MTST).
COLIGAÇÕES
Neste período da pré-campanha os partidos pressionam seus aliados preferenciais por vagas nas chapas majoritária e proporcional. Entre os partidos governistas, por exemplo, os aliados do PSDB (PTB, PP, PSD, PR, PPS e PSB) relutam em fazer uma coligação com os tucanos para a Assembleia Legislativa, embora para a Câmara Federal este seja um dos parlamentares. Como a chamada “cabeça de chapa” ainda não está definida, ou seja, não há consenso nem mesmo sobre o apoio de PP, PSD, PR e PSB sobre a candidatura ao governo do Estado, a tendência é que estes partidos articulem entre si alianças proporcionais.
Nas conversas com PP e PSD, o deputado federal Daniel Vilela insiste na viabilidade eleitoral da chapa majoritária e proporcional com os emedebistas. O MDB tem como candidatos a deputado federal a primeira-dama de Goiânia, Iris Araujo, o ex-prefeito de Jataí Humberto Machado,além de lideranças do Entorno de Brasília, Itumbiara e acredita que a chapa e a legenda do partido garantem a eleição de chapa expressiva no Parlamento e na Alego. O mesmo pensamento tem o PT em relação o PCdoB. Na avaliação de Kátia Maria e de outuros dirigentes, a coligação entre petistas e comunistas assegura a reeleição dos deputados de ambas legendas, podendo ampliar a bancada de deputados estaduais e federais. No PT a prioridade, além da eleição de deputados, é o palanque para o ex-presidente Lula. Os comunistas, que lançaram a candidatura da deputada estadual Manuela D´Avlia (PCdoB-RS), também querem divulgar as ideias de sua presidenciável, o pragmatismo, porém, pode falar mais alto e colocar ambos partidos na mesma coligação, embora com presidenciáveis diferentes.
O desafio para PSol e DEM é diferente. O partido de Guilherme Boulos precisa atingir o índice de 1,5% dos votos válidos, distribuídos em nove estados, conforme previsto na reforma política aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional. Para o DEM, a meta nacional é eleger o maior número de deputados federais. Em Goiás, desde a eleição de Caiado ao Senado o democratas não tem representante na Câmara Federal. Neste ano a legenda aposta nas candidaturas do ex-presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) José Mario Schreidner e do médico Zacharias Calil. Para isto o DEM aposta na coligação com o PSL do deputado Valdir Soares e no Podemos do deputado José Nelto, ambos candidatos à Câmara Federal. Mas a principal meta do DEM é garantir capilaridade à candidatura de Ronaldo Caiado. O DEM, que já foi a terceira maior legenda do Estado, capenga após os “expurgos” da era marconista. Por isto a estratégia da campanha caiadista é que o maior número de legendas se some à sua candidatura, garantindo penetração à campanha em todas as regiões do Estado.
