Com Daniel Vilela, PMDB encolhe e número de prefeitos cai de 57 para 42
Redação DM
Publicado em 6 de outubro de 2016 às 01:54 | Atualizado há 2 anosSe o PMDB não é mais o mesmo depois das três derrotas do ex-prefeito Iris Rezende na disputa pelo governo de Goiás, sob o comando do deputado federal Daniel Vilela o partido definhou e perdeu 15 prefeitos entre as eleições de 2012 e 2016. O resultado das urnas é implacável. Enquanto o PSDB, principal rival da legenda peemedebista, ganhou 25 prefeitos e saltou de 52 para 77 prefeituras, o PMDB encolheu de 57 para 42 municípios.
Dos 42 prefeitos eleitos pelo PMDB, boa parte deles ainda tem diálogo com o governo. A situação eleitoral do partido pós-eleições municipais se torna ainda mais grave diante de alguns quadros locais específicos. Em Jataí, no Sudoeste Goiano, por exemplo, Vinicius Luz, do PSDB, obteve uma vitória histórica contra o empresário Victor Priori (DEM), apoiado pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, pelo deputado federal Daniel Vilela (ambos do PMDB) e pelo senador Ronaldo Caiado. Em Trindade, Jânio Darrot (PSDB) venceu com 31,7% dos votos válidos, em eleição disputada por outros três candidatos.
Em Cristianópolis, terra natal de Iris Rezende (PMDB), Jairinho (PSDB) venceu Waléria Ulhôa, mulher de Murilo Ulhôa, aliado de primeiríssima hora de Maguito e Daniel Vilela. Em Goianira, município da Grande Goiânia, venceu Carlão da Fox (PSDB), com 69,25% dos votos – ele disputou a prefeitura com o PMDB na aliança. Em São Miguel do Passa Quatro, Marcio (PSDB) venceu a eleição com 51,43% dos votos.
O fato de Iris ter ido ao segundo turno em Goiânia – depois de menos de dois anos da eleição estadual e de ter sido reeleito em Goiânia em 2008 com 75% dos votos – representa uma derrota ao PMDB. Iris e o senador Caiado (DEM) apostavam em vitória em Goiânia já no primeiro turno contra Vanderlan Cardoso (PSDB), apoiado pelos tucanos, que indicaram o vereador Thiago Albernaz para a vaga de vice.
Sob o comando de Daniel Vilela, o PMDB continua inexpressivo no Entorno de Brasília, calcanhar-de-aquiles do partido nas disputas estaduais. Com 33% do eleitorado do Estado, a região próxima à capital federal terá apenas três prefeitos de oposição – destes, dois do PMDB: Santo Antônio do Descoberto e Formosa.
Os partidos da base do governador Marconi Perillo (PSDB) elegeram os prefeitos de 189 dos 246 municípios de Goiás e impuseram à oposição, liderada pelo PMDB, a maior derrota da história na corrida pelas prefeituras. A oposição, formada basicamente por PMDB, DEM e PT, elegeu 55 prefeitos. Em Goiânia e Anápolis, a corrida municipal será definida em segundo turno, marcado para 30 de outubro.
Principal partido da coalizão estadual, o PSDB foi o que mais elegeu prefeitos – 77, além de integrar a aliança que levou Vanderlan Cardoso (PSB) para o 2º turno em Goiânia. Em Goiânia, o apoio do PSDB foi imprescindível para a ida de Vanderlan para o 2º turno.
DEM perde 40% de prefeituras e se torna partido nanico em Goiás
Apesar da presença intensa de Caiado no interior goiano durante os 45 dias de campanha, sua legenda, o Democratas, perdeu número significativo de prefeituras, encolhendo 40% e se transformando em partido nanico em Goiás. Para desgosto do senador, o DEM vai encerrar 2016 com 17 prefeituras e iniciar o ano de 2017 com apenas 10 prefeitos eleitos.
Uma das derrotas mais emblemáticas de Ronaldo ocorreu em Anápolis. Não adiantou o senador montar acampamento na cidade, participar todos os dias do programa de TV de seu candidato e fazer (pequenas e figurativas) caminhadas. Pedro Canedo (DEM) terminou a disputa em terceiro lugar, deixando o segundo turno para João Gomes (PT) e Roberto do Orion (PTB).
Em Mozarlândia, o resultado não foi favorável ao senador. Mesmo sendo seu reduto eleitoral e sede de sua própria fazenda, o município decidiu eleger o tucano Adalberto da Pax (PSDB) contra Valter Aleixo (DEM), apoiado por Caiado.
Situação alarmante também ocorreu em Crixás, outro reduto eleitoral de Caiado. Lá, o senador fez campanha para o candidato Dr Orlando (PMDB), que foi derrotado massivamente por Plínio Paiva (PR). Plínio garantiu 60% da preferência do eleitorado.
Já em Nova Crixás, o DEM venceu as eleições com o candidato Barretinho. Mas vitória não agradou Caiado. O fato é que o novo prefeito já há algum tempo decidiu se aliar à base do governador Marconi Perillo e se distanciar do senador democrata. E uma verdade precisa ser dita: bastou Barretinho trocar de cabo eleitoral para conseguir se eleger.

