Com Marconi, Goiás lidera na criação de empregos
Redação DM
Publicado em 30 de julho de 2016 às 02:41 | Atualizado há 10 anos-
As razões: incentivos fiscais, missões comerciais para o exterior, retomada de obras e ajuste fiscal antecipado
Enquanto a crise continua a assombrar a economia da maioria dos Estados, Goiás segue o caminho contrário e dá sinais de superação do cenário de incertezas. Como claro resultado do planejamento administrativo do governo de Marconi Perillo, a economia goiana demonstrou nesta semana que será a primeira a superar a crise: Goiás liderou a geração de empregos no primeiro semestre deste ano, com a criação de 16.614 novas vagas de trabalho com carteira assinada, resultado três vezes superior ao do segundo colocado, Mato Grosso. Todos os demais Estados e o Distrito Federal registraram déficit na geração de empregos.
O saldo de empregos é resultado de uma série de medidas adotadas pelo governador Marconi Perillo, desde o ajuste fiscal à política continuada de incentivos fiscais, atração de investimentos estrangeiros com a realização de missões comerciais, manutenção do cronograma de obras durante a crise – agenda que deve se acelerar a partir de agora – e amplo planejamento administrativo, com permanente interlocução com o setor produtivo, servidores e representantes dos trabalhadores.
Já em 2014, o governador Marconi Perillo tomou a firme decisão de promover ajustes fiscais e a transparência das contas públicas, antes mesmo da deflagração da crise econômica nacional. Com as contas organizadas, o Estado pôde retomar investimento em obras, aquecendo o mercado e criando condições para que a inciativa privada voltasse a contratar. Tudo isso atrelado ainda a uma “política agressiva de incentivos fiscais e à captação de investimento externos”.
Em dezembro de 2014, antes do início do quarto mandato, Marconi extinguiu 5 mil cargos comissionados e funções gratificadas, reduziu a estrutura estatal de 19 para 10 secretarias, fundiu e incorporou órgãos e instituiu uma política permanente de contenção de despesas, com exigência de cumprimento de metas e resultados. O objetivo foi de diminuir gastos para equilibrar as contas e aperfeiçoar as receitas.
“Goiás é o primeiro Estado a sair da crise”, diz Marconi
O governador Marconi Perillo comemorou nesta quinta-feira, os números apresentados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo os quais Goiás liderou, no primeiro semestre de 2016, a geração de empregos no Brasil. Ele ressaltou que o índice positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indica a retomada do crescimento da economia goiana.
“A liderança, o direcionamento nosso, as parcerias fizeram com que Goiás fosse o primeiro estado brasileiro a definitivamente sair da crise”, afirmou sob aplausos de uma plateia com mais de 300 pessoas, que participava da comemoração pelos 91 anos da Casa Militar, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira. “São dados alvissareiros e demonstram o acerto da liderança do Estado de Goiás”, observou.
Presente na solenidade, a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, recebeu elogios de Marconi, por ter, de acordo com ele, liderado o ajuste fiscal das contas públicas de Goiás. Afirmou que, mais do que sair da crise, pretende encerrar seu quarto mandato com uma marca histórica. “Vamos ter condições de concluir nosso governo realizando o maior conjunto de investimentos de todos os tempos”, projetou.
Goiás e Mato Grosso foram os únicos estados a apresentar saldo positivo na geração de empregos durante o período de janeiro a junho de 2016. Aqui foram abertos 16.614 postos de trabalho (1,37% maior que no mesmo período de 2015). Esse resultado é quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Estado do Mato Grosso, que encerrou o período com a geração de 5.730 novas vagas.
“Marconi comentou o fato de o Brasil estar vivendo a maior crise econômica de toda história. E que, por ter feito o “dever de casa” Goiás terá condições de projetar um crescimento acima da média nacional. “Temos condições de vislumbrar um horizonte auspicioso”, avaliou.
Governo apostou nos setores certos
Os setores da agronegócio (9.868) e da indústria da transformação (6.057) foram os responsáveis por puxar o balanço positivo de Goiás nos últimos seis meses. O secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, avalia que o destaque na geração de empregos e de outros indicadores econômicos é decorrência da decisão do governo de se antecipar à crise. “O governo Marconi Perillo fez o dever de casa, com ajuste fiscal, redução de número de pastas e de comissionados e continua com sua política de investimentos em obras de infraestrutura, além de incentivar a iniciativa privada”.
Goiás foi o quinto que mais reduziu seu nível de endividamento no período. O valor atingido em 2015 (95%) é menos que a metade do teto fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ela determina que essa proporção não ultrapasse 200%. A secretária estadual da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, destaca que este resultado é “fruto dos ajustes físicas e exemplo a ser seguido por outros Estados”.
Obras são retomadas e aceleradas
Com as contas sob maior controle, o governo voltou a investir em obras públicas, o que reaqueceu o setor privado. O Estado priorizou a construção do Credeq, a conclusão do Centro de Excelência, a retomada da duplicação da GO-080 (Goiânia a São Francisco de Goiás) e GO-070 (Itaberaí-cidade de Goiás), construção dos hospitais regionais de Uruaçu, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e do Hospital do Servidor Público, além da recuperação de milhares de quilômetros de rodovias.
Paralelo a estes projetos, o governo ainda criou uma agenda para inserir o Estado entre os mais competitivos do Brasil (Goiás Mais Competitivo), com a execução das ações em todas as suas áreas finalísticas, cuja execução é acompanhada em tempo real por painéis interativos (Sala de Situação). Para aprofundar os avanços, o governo estadual decidiu ainda criar um ambiente para um novo ciclo de desenvolvimento sustentável (Inova Goiás), com a definição de ações para a inovação tecnológica.
Goiás supera Rio e São Paulo
Os setores produtivos de Goiás e do Mato Grosso foram os únicos a contratar mais do que demitir no primeiro semestre deste ano. Mas a economia goiana teve saldo positivo três vezes superior à matogrossense, que registrou pouco mais de 5,7 mil empregos gerados entre janeiro e julho deste ano. Goiás alcançou, por sua vez, 16.614 vagas de trabalho criadas em no período.
Se para Goiás os dados do Caged são excelentes, todos os demais Estados e o Distrito Federal tiveram redução no nível de emprego (veja na tabela abaixo). São Paulo, a maior economia do País, registrou recuo de 137.634 postos de trabalho. Isso significa que mais trabalhadores foram demitidos do que contratados.
O Rio de Janeiro, apesar da geração de empregos promovida pelas Olimpíadas, acumulou um saldo negativo de -104.818 empregos, enquanto Pernambuco, que ocupa 8ª posição do ranking dos maiores PIB dos País, à frente de Goiás, apresentou queda de 52.717 vagas.
Em Goiás, foram abertos 16.614 postos de trabalho no mercado formal de janeiro a junho de 2016 (resultado 1,37% maior que no mesmo período de 2015). O número é quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Mato Grosso, que encerrou o período com 5.730 vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS)
Dez Estados perderam mais de 15 empregos no primeiro semestre e, destes dois (Rio e São Paulo) perderam mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada. Foram eles Espírito Santo (-15.004), Rio Grande do Norte (- 15.824), Pará (- 16.545), Paraná (-16.763), Ceará (- 24.948), Bahia (- 27.594), Alagoas (- 32.496), Pernambuco (- 52.717), Rio de Janeiro (- 104.818) e São Paulo (- 137.634).
Missões garantem R$ 3,56 bilhões em investimentos e milhares de empregos
A atração de investimentos estrangeiros pelo governo Marconi Perillo é uma das principais razões da expressiva alta na geração de empregos em Goiás, que no primeiro semestre, segundo dados do Caged, liderou a criação de postos de trabalho com carteira assinada.
As missões comerciais se mostram, mais do que nunca, uma bem-sucedida estratégia, que mesmo em plena crise econômica nacional – que deve provocar tombo de 5% no PIB nacional este ano –, já totalizaram R$ 3,5 bilhões nos 15 últimos meses. Parte dos empregos gerados já é resultado das missões comerciais realizadas por Marconi neste quarto mandato, mas a maior parte das vagas ainda está por vir.
A previsão é de que, nos próximos dois anos e meio, sejam gerados mais 30 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Desde o início de 2015, Marconi recebeu a confirmação da instalação de 33 novas empresas, sobretudo no setor industrial. São empresas das mais diversas áreas, com destaque para o setor de alimentos e bebidas. O maior investimento confirmado foi o da Heineken, que está aplicando R$ 650 milhões na construção e operação de unidade de produção em Itumbiara – a primeira inteiramente construída pela cervejaria holandesa.
Segurança jurídica e incentivos fiscais garantem investimentos e empregos
Os números dos investimentos nacionais e estrangeiros no Estado são resultado direto do planejamento estratégico do governo Marconi Perillo, notadamente em prol da segurança jurídica e da arrojada política de incentivos fiscais. A estabilidade nos contratos é um dos atrativos de Goiás apresentados por Marconi nos países visitados.
São destaque ainda no portifólio de Goiás nas missões comerciais para o exterior, os incentivos fiscais oferecidos pelo Estado e os permanentes investimentos estaduais na expansão da infraestrutura. Além do apoio governamental necessário para promover o fomento, empresas que se instalam em Goiás têm financiamento de até 73% do ICMS até 2040.
Mais de 1 milhão de empregos em uma década
“Esses investimentos vão tirar Goiás mais cedo da crise econômica nacional, gerando novos empregos e distribuindo renda. Isso é excepcional em meio à situação atravessada pelo País”, confirmou Marconi, ao comentar a chegada das novas indústrias.
O governador tem ressaltado também o protagonismo dos empreendedores que sabem aproveitar as oportunidades que as crises geram: “Eles estão apostando mais uma vez em um dos diferenciais que o nosso Estado tem, que é a competitividade. Goiás é, hoje, um Estado estratégico para o desenvolvimento nacional”, avaliou.
A crise econômica nacional interferiu na geração de empregos em todo o País, com reflexo em Goiás, mas a recuperação econômica registrada no Estado no último semestre mostra que a forte trajetória de geração de postos de trabalho pela economia goiana está no fim. A depressão, no entanto, não ofusca o resultado do emprego em Goiás na última década, e que foram gerados mais de 1 milhão de empregos.