Contart quer lei contra os barulhentos
Redação DM
Publicado em 31 de agosto de 2018 às 02:34 | Atualizado há 8 anos
Filiado ao PSB há mais de 30 anos, Fernando Contart, servidor público municipal efetivo, somente agora se lança à disputa eleitoral. Ele é um militante que, ainda criança, conheceu o fundador do PSB, o goiano Domingos Velasco.
Velasco era muito amigo do pai de Fernando, o jornalista Luiz Contart, já falecido. Luiz Contart, que é autor de um livro sobre Velasco, o único até hoje escrito, foi um dos fundadores do PSB em Goiás: “Velasco, o Paladino do socialismo”. Nos anos 40, ele e Messias Tavares foram eleitos vereadores pela legenda socialista. Contart foi, inclusive, presidente da Câmara Municipal.
“Meu pai era um socialista autêntico: lutava pelos trabalhadores e defendia a democracia, a tradição de luta democrática iniciada por Domingos Velasco, uma das mais importantes figuras da política de Goiás”, afirma.
Contart se lança candidato a deputado federal com uma plataforma baseada em defesa da cidadania e conquista do bem estar social. “Vivemos em uma sociedade onde impera o desrespeito ao cidadão, em todos os setores. Entendo, por exemplo, que uma empresa que recebe o currículo de um candidato a emprego, deve ter a obrigação de, no mínimo, entrevistar este candidato”, afirma.
Ele combate as exigências burocráticas abusivas, as longas esperas em filas, a grosseria com que as pessoas são atendidas tanto nas repartições públicas como em estabelecimentos privados.
As pessoas têm direito ao sossego, à tranquilidade, à paz doméstica. Mas vivemos cada vez mais em cidades ruidosas, em que todos se acham no direito de fazer barulho onde e quando quiser, sem a menor consideração pelos outros. A proliferação do tal “som automotivo” é um bom exemplo disso. Pessoas equipam seus automóveis com potentíssimos amplificadores e agem como se os demias fossem obrigados a suportar a barulheira infernal que produzem. Outros fazem funcionar templos supostamente religiosos em áreas residencias e obrigam os vizinhos a suportar ruídos de altíssimos decibéis.
O ouvido humano tem um nível de tolerância à frequência sonora. A partir de 90 decibéis, o som passa a afetar a saúde humana. Ruas menos barulhentas é uma questão de saúde pública, não apenas de boa educação.
“Pretendendo apresentar um projeto que denomino de Lei do Silêncio, tornando crime severamente punido a produção de barulho, a perturbação do sossego. Se for a noite, isto será uma circunstância de aumento de pena. A lei vai prever não só a prisão dos infratores como também o confisco imediato dos objetos que produzem brulho. Se não puderem ser removidos, a autoridade policial irá lacrá-los”, informa o socialista.
Outra porposta defendida por Contartéofechamentodasagências reguladoras. “Do jeito como funcionam hoje, elas servem apenas para proteger os interesses dos empresários de casa setor, em prejuízo dos cidadãos. A Anatel, por exemplo, é o comitê de defesa dos interesses das companhias telefônicas, sempre agindo contra os direitos dos usuários. Isso tem que acabar”, afirma.
Contart, por fim, defende ainda uma atualização que proteja o cidadão contra abusos cometidos por autoridades em geral e por funcionários públicos em geral. “O agente público deve exercer suas funções nos estritos limites da lei, jamais exorbitando da esfera de sua competência legal. O prestígio da administração pública, da ordem democrática, depende do respeito devido ao cidadão, que deve ser sempre tratado com dignidade e cortesia”, afirma.