CPI das Faculdades apura abusos no Estado
Redação DM
Publicado em 26 de maio de 2018 às 02:14 | Atualizado há 8 anos
Os deputados estaduais que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga cursos superiores irregulares em Goiás fizeram mais uma rodada de oitivas, semana passada. O objetivo foi esclarecer situações pontuais envolvendo entidades e instituições para ajudar na elucidação dos abusos.
Segundo o presidente da CPI, deputado Talles Barreto (PSDB), as investigações já indicam claramente quem mais está propenso a cometer esses abusos e quais são os principais prejudicados. “Cursos estranhos trazidos para Goiás e que não sofrem fiscalização séria são o nicho de irregularidades que queremos combater”, explicou.
Enquanto faculdades tradicionais se estabelecem na cidade com sedes conhecidas e bem instaladas sofrem a concorrência predatória de outras instituições que conseguem autorização precária e “vendem” cursos de mestrado e pós-graduação de maneira aberta e sem punição das autoridades. A mesa da reunião contou com a presença do relator, Simeyzon Silveira (PSD), e do titular Lívio Luciano (Podemos).
Neste sexto dia de depoimentos, a Comissão ouviu o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), Lindomar Resende; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Educação, a promotora de Justiça Liana Tormin; e o secretário municipal de Educação e Esporte, Marcelo Ferreira.
O secretário-geral do SindiGoiânia diz que a atuação do Sindicato acontece no sentido de viabilizar a capacitação profissional dos seus sindicalizados, ou seja, que o mesmo atua apenas como mediador do processo. De acordo com ele, a parceria firmada com institutos conveniados às faculdades que ministram as aulas não resulta em ganhos financeiros.