Política

Daniel Vilela propõe mudanças na política fiscal do Estado

Redação DM

Publicado em 10 de agosto de 2018 às 02:11 | Atualizado há 8 anos

Em reunião com representantes do setor produtivo na Fecomércio­-GO, o candidato a governador Da­niel Vilela (MDB) criticou a política fiscal do governo de Goiás e disse que a atual gestão age de forma au­toritária ao adotar a prática cons­tante de reajuste de impostos para tapar o rombo nas contas públicas, sem diálogo com o empresariado. Daniel citou o exemplo do Diferen­cial de Alíquota de ICMS (Difal), ins­tituído no começo do ano para em­presas optantes pelo Simples que adquirem produtos em outros Esta­dos. Para ele, a falta de uma política fiscal clara cria uma insegurança ju­rídica que afasta novos investimen­tos. “Não podemos ter aqui um Es­tado autoritário ao ponto de uma hora pra outra, sem dialogar, esta­belecer a diferença de alíquota de ICMS, o Difal. Aí argumentam que é uma situação complexa e que ou­tros Estados também cobram. Mas Goiás sobreviva antes sem essa ta­xação. Por que agora não consegue mais? A ausência do Difal poderia ser inclusive um diferencial nosso para estimular mais investimentos”, afirmou Daniel Vilela, acrescentan­do que isto é fruto da falta de plane­jamento e de austeridade nos gas­tos públicos.

“Estão usando o aumento da carga tributária como solução para os problemas do Estado. É uma polí­tica burra, pois sabemos que isto re­sulta em perda de receita a médio e longo prazo, ou por inadimplên­cia ou por fuga de investimentos. Os empreendedores não aguen­tam mais esta carga”, disse Daniel, citando um relato que ouviu de um membro da própria Fecomércio. “Temos, por exemplo, taxas carto­riais tão elevadas que muitas pes­soas pegam o carro aqui para es­criturar um imóvel em Brasília. Em determinados casos fica oito vezes mais barato lá. Aumentaram as ta­xas aqui de forma exponencial e isto agora está fazendo com que o Esta­do perca receita”, exemplificou.

O candidato a governador lem­brou que hoje Goiás não tem capa­cidade nenhuma de investimento, devido à deterioração das contas públicas, e mostrou que é possível recuperar esta condição citando o exemplo do Estado do Ceará, que atualmente investe cerca de R$ 2 bilhões ao ano de recursos pró­prios. “Não ficamos só no discur­so de criticar os erros do governo, mas buscamos conhecer e mostrar os exemplos concretos, como este, que provam que é possível mudar esta realidade de Goiás”.

Na abertura da reunião, o pre­sidente da Fecomércio-GO, Mar­celo Baiochi, também reclamou da forma como o governo vem operando sua política fiscal. Dis­se que o Estado precisa se tornar mais atrativo para novos inves­tidores e que para isto, preci­sa de maior segurança jurídica. “Não precisamos de paternalis­mo e nem de leis frouxas. Quere­mos contribuir. Mas buscamos re­gras mais claras, para termos um ambiente favorável aos investi­mentos e com isto gerar mais em­pregos”, afirmou Baiochi. “Nossa defesa é pelo emprego. E Estado que gera emprego é Estado rico”.

Vanderlan Cardoso, que é em­presário do setor de alimentos in­dustrializados, relatou que uma multinacional da área, da qual ele era parceiro, deixou de se insta­lar no Estado há alguns anos devi­do às constantes mudanças na tri­butação. “Chegamos a construir a estrutura da fábrica, que ia ge­rar centenas de empregos, mas as mudanças nas regras do jogo che­garam ao ponto de inviabilizar eco­nomicamente o investimento, que acabou sendo cancelado”, relatou.

Daniel foi ao debate na Feco­mércio-GO acompanhado dos candidatos ao Senado da coliga­ção, Agenor Mariano (MDB) e Vanderlan Cardoso (PP), e do de­putado estadual Wagner Siquei­ra. O presidente da Fecomércio­-GO entregou ao governadoriável um documento com as reivindi­cações e sugestões da entidade.

 

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