Política

Deputado-revelação disputado por partidos

Redação DM

Publicado em 6 de abril de 2018 às 02:39 | Atualizado há 8 anos

O deputado estadual Lucas Ca­lil (sem partido) tem até essa sexta­-feira para definir por qual legen­da disputará a reeleição. O prazo para mudança de partidos se en­cerra após uma janela de um mês e o parlamentar que foi a revela­ção nessa legislatura precisa encon­trar uma nova casa para abrigar sua candidatura. “Estamos avaliando as propostas que recebemos para fi­liação e considerando as possibili­dades com nossas bases”, resumiu.

O primeiro mandato foi conquis­tado com o Partido Social Liberal (PSL) que recebeu nova orienta­ção ideológica e foi entregue para nova orientação ideológica. Ele ex­plica que recebeu ofertas de diferen­tes direções partidárias no Estado e que a definição está se afunilando.

O assédio a Lucas vai de legen­das que estão na base aliada do governo até outras que esboçam marchar com a oposição. O PP, con­trolado pelo ministro Alexandre Bal­dy foi a primeira opção ofertada a Calil, principalmente pela presença já do prefeito de Inhumas, Abelardo Vaz, que é a principal base eleitoral do deputado e do deputado fede­ral Roberto Balestra também do PP. Em seguida outras siglas passaram a assediar Lucas Calil, como o PTB de Jovair Arantes e o PDT, da depu­tada federal Flávia Moraes. Até o po­deroso PSDB, que tem a hegemonia na base aliada se arvorou a tentar cooptar Lucas Calil para a disputa por novo mandato.

O PSD, cujo líder é o ex-secre­tário Vilmar Rocha, tenta a adesão de Lucas Calil, mesmo ameaçan­do migrar para a oposição e mar­char com outra candidatura ao go­verno. “A tendência é que fiquemos mesmo com a base aliada do gover­nador Marconi Perillo e do próximo governador Zé Eliton, onde estão a maioria das nossas lideranças”, co­mentou Lucas Calil.

A atuação de Lucas Calil em as­suntos muito positivos – como defe­sa do meio ambiente e recuperação de nascentes – foi decisiva para des­pertar a atenção de dirigentes par­tidários. O momento, explica o de­putado, é avaliar em qual legenda partidária será mais seguro disputar. Em siglas menores e com menos fi­gurões será necessário um quanti­tativo menor de votos, ao passo que legendas de grife, como o PSDB, a briga é de titãs pelos mandatos e não se pode pensar em menos de 40.000 votos se quiser ser eleito.

 

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