Política

Deputados autorizam governo a assumir dívida de R$ 2,4 bilhões

Redação DM

Publicado em 9 de abril de 2016 às 02:56 | Atualizado há 10 anos

A Assembleia Legislativa aprovou, em segundo turno, na última terça-feira, projeto de lei enviado pelo governador Marconi Perillo (PSDB), que autoriza o Executivo a assumir financiamento feito pela Companhia Celg de Participações (Celgpar) junto à Caixa Econômica Federal no valor de 2,4 bilhões de reais. Assumindo o empréstimo, o Governo de Goiás viabilizará a privatização da empresa.

Contrária à matéria, a oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB) subiu à tribuna para discutir e encaminhar voto de rejeição, apoiada por várias entidades sociais que assistiam aos trabalhos, da galeria. Estavam presentes, entre outras, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Estadual dos Estudantes do Estado de Goiás (UEE-GO), a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) e a União da Juventude Socialista (UJS).

José Nelto (PMDB) declarou que sua bancada estava protestando por entender que a Celg será entregue ao mercado com o valor de 900 milhões de reais. O deputado ainda prometeu entrar na Justiça e ir lutar pela reversão da situação em Brasília.

Major Araújo (PRP) completou o raciocínio do colega de oposição ao declarar que “quem está comprando a Celg é o Estado de Goiás, ao assumir dívida de valor mais alto que o valor de venda da empresa”.

Adriana Accorsi (PT) engrossou o coro dos contrários à venda da Companhia, dizendo que o ato cerceará o direito dos goianos à energia elétrica. “O serviço será precarizado e encarecido, pois se pautará pelo lucro, e não pelo compromisso social da empresa pública”, declarou a parlamentar, que afirmou que a bancada estadual do Partido dos Trabalhadores é contrária à venda, apesar do interesse do Governo Federal em participar das negociações.

A defesa do governo foi feita pelos deputados José Vitti, Gustavo Sebba, Talles Barreto, Mané de Oliveira, Francisco Oliveira, entre outros, com o argumento de que a Celg já tem o seu controle acionário pertencente ao governo federal, através da Eletrobras que, a partir de agora, o Estado poderá fazer novos investimentos em obras de infraestrutura.

                       

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