Durante live, Caiado revela três nomes que pode apoiar em Goiânia
Redação DM
Publicado em 4 de setembro de 2020 às 20:59 | Atualizado há 6 anos
Com Iris Rezende fora do pleito, governador avalia lançar candidatura própria do deputado federal Zacharias Calil (DEM) ou viabilizar alianças, tendo como opções senador Vanderlan Cardoso (PSD) e ex-governador Maguito Vilela (MDB). “Quero quebrar uma máxima de que governos anteriores não ganhavam nunca prefeitura da capital”, projeta. “Lutarei para ter um prefeito aliado com propósito de melhorar ainda mais a gestão do Estado”, diz em evento promovido pela corretora de investimentos Necton
O governador Ronaldo Caiado apresentou três opções que estão sendo avaliadas por ele para definir o candidato que apoiará nas eleições em Goiânia, depois do anúncio de encerramento da carreira política do prefeito Iris Rezende. São elas: lançamento de nome próprio, pelo DEM, do deputado federal Zacharias Calil, ou viabilizar alianças, tendo como opções o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e o ex-governador Maguito Vilela (MDB).
“Quero quebrar uma máxima de que governos anteriores não ganhavam nunca prefeitura da capital. Quero, desta vez, ter um prefeito aliado para poder melhorar ainda mais a gestão”, projetou durante live promovida pela corretora de investimentos Necton, nesta sexta-feira (04/09).
Saudado como um homem público experiente e um governador protagonista no cenário nacional, Caiado foi entrevistado pelos economistas André Perfeito e Rafael Giovani. Com o tema “Os Estados e as reformas estruturantes”, a conversa destacou a atuação de governador goiano para garantir equidade às unidades federadas na distribuição de verbas, a relação entre isenção fiscal e desenvolvimento igualitário, além de temas nacionais da política como as reformas tributária, administrativa e o combate à corrupção em todas as esferas.
Caiado falou também sobre as transformações em Goiás, um Estado que por sua localização e logística “faz toda a diferença” para o País. Citou os avanços conquistados, via parceria com a União, como a ferrovia Norte-Sul, que foi privatizada pela Rumo, e a Ferrovia de Integração do Centro Oeste. “O Governo Federal vai duplicar a Belém-Brasília, como é conhecida, e ainda vai trazer para Anápolis o maior centro de investimento ferroviário”, pontuou.
Segundo Caiado, os investimentos são mais de R$ 60 bilhões em rodovias. “Quer dizer, nós estamos cada vez mais nos aproximando de outras regiões, com rodovia, ferrovia, interagindo com o Brasil todo e, assim, poderemos alavancar muito mais.”
Cenário nacional
“Hoje, como governador do Estado, posso falar: Tão destrutivo quanto a Covid-19 é a corrupção”, frisou Caiado ao comentar as recentes mudanças na Operação Lavajato. “O grupo que está coordenando as ações da Polícia Federal e do Ministério Público foi desmontado ou substituído? Não acredito no desmonte, mas no estilo de substituição. As transformações podem levar a uma vertente menos ideológica e politizada”, observou.
Sobre as propostas de mudanças estruturais do Governo Federal, o governador disse acreditar que a reforma administrativa tem condições de ser aprovada ainda esse ano, mas a tributária necessita de maior debate para que se chegue a um equilíbrio, especialmente quanto à distribuição de verbas aos Estados. “Goiás, como o Norte e Nordeste, se beneficiava de incentivos fiscais, mas, hoje, não suportamos mais essa total isenção tributária. Temos que adequar a nossa realidade com as demandas da sociedade”, advertiu Caiado.
O objetivo maior, continuou, é defender que os entes federativos não sofram os mesmos prejuízos provocados pela Lei Kandir, de 1996, que estimula exportações com a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e prevê compensações da União aos Estados, o que não houve de fato. “Temos de achar esse ponto de equilíbrio, para que não seja uma Lei Kandir. Já somos duramente penalizados, só Goiás tem R$ 30 bilhões para receber.”
O governador explicou que é urgente o debate sobre o grau de compensação aos Estados, com a possível criação de um fundo de investimentos para os que perderem arrecadação. Caiado defende a tese de que é preciso dar às administrações estaduais a condição de sobreviver. “Quem for bom gestor, tiver competência, terá bons resultados e a população vai cobrar de quem não tiver bons resultados”, concluiu.