Política

“É preciso ter coragem para mudar. E eu tenho”

Redação DM

Publicado em 6 de setembro de 2016 às 02:11 | Atualizado há 10 anos

Após exercer por três vezes o cargo de prefeito de Goiânia e por duas vezes o governo de Goiás, além de ocupar os ministérios da Agricultura e Justiça, o candidato do PMDB ao Paço Municipal, Iris Rezende, afirmou que tem “experiência e maturidade” suficiente para dar “novos rumos” à administração da capital.

Em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, em seu escritório político, no Setor Marista, Iris Rezende sustentou que a sua participação na vida pública, principalmente no Executivo, comprova o seu compromisso com “gestão eficiente, de qualidade, austera”. Ele se refere aos cargos de prefeito, governador e ministro.

O candidato do PMDB à Prefeitura de Goiânia lembrou que, quando ocupa função executiva, o faz de “forma integral”, acompanhando os atos governamentais de execução de obras, fiscalização dos serviços realizados, licitações públicas e também compras diversas. “Sou o primeiro a chegar, o último a sair. E vivo tudo na administração. Muitas vezes me chamam de centralizador, mas é preciso ter o domínio do gasto do dinheiro público, ter conhecimento sobre o que se está fazendo na administração”, diz.

Iris Rezende frisou que não mudou o estilo “rigoroso” de tocar a gestão pública: “Os mais velhos conhecem o meu estilo de trabalho. Eu não mudei e não vou mudar. Ganhando a eleição, estou disposto a realizar mais uma administração que dê dignidade às pessoas. A população de Goiânia e de Goiás sabe que sou rigoroso no trato da coisa pública.”

O prefeitável do PMDB reafirmou os compromissos de, eleito prefeito de Goiânia, asfaltar todas as ruas e avenidas habitadas, construir casas populares, transformar escolas em tempo integral, além de promover serviços públicos de saúde com “qualidade” e de reforçar as ações voltadas para a segurança pública.

Iris Rezende, ao longo de sua trajetória na vida pública, diz que a população quer eleger um governante que tenha “pulso, firmeza, compromissos com as transformações de Goiânia. “É preciso coragem para mudar. E eu tenho. Mais que isso, tenho credibilidade e experiência para tomar as decisões que priorizem o que realmente é importante para a população. Nunca tive medo de fazer cortes de mordomias para atender os menos favorecidos.”

Iris Rezende concorre, pela quarta vez, à Prefeitura de Goiânia, pois já exerceu o cargo, eleito pela população, em 1965, 2004 e 2008. Também ocupou o governo de Goiás, eleito em 1982 e 1990. Foi ministro da Agricultura (governo José Sarney) e da Justiça (governo Fernando Henrique Cardoso), além de senador, deputado federal e vereador de Goiânia.

 

Veja a íntegra da entrevista

 

Ao andar por Goiânia, em que áreas a cidade está mais mal tratada?

– O que tenho notado é que nunca a população de Goiânia esteve tão amedrontada como hoje por falta de segurança pública. Sempre a interpelação é essa: o que você vai fazer pela segurança pública? Eu sempre digo: embora seja uma competência constitucional do governo estadual, a prefeitura, dentro de suas possibilidades, vai contribuir para a redução dos índices de violência, melhorando a iluminação pública em todas as ruas de Goiânia, contribuir com a estrutura técnico-científica que se encontra nos fotossensores, enfim, em tudo que se possa registrar o que se passa nas ruas da cidade. A limpeza do matagal nos bairros também contribui com a redução da criminalidade. A Guarda Civil tem suas funções limitadas no guardo do patrimônio público.

 

O senhor desenvolve a campanha apresentando propostas, projetos e programas para a administração da capital, sem entrar no bate-boca, retaliações ou ataques aos adversários?

-Eu não vivo na política travando guerra com ninguém. Sempre me voltei para o trabalho. Sempre que assumi o poder, seja como legislador seja como executivo,  me dediquei tempo integral à administração pública. Por isso é que, graças a Deus, contei com a colaboração do povo e alcancei sucesso na minha vida pública, desde o primeiro mandato, como vereador e presidente da Câmara Municipal, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, prefeito de Goiânia, governador de Goiás. Quando assumi cargos públicos, tanto na prefeitura de Goiânia quanto no governo de Goiás, a situação, à época, era de desconforto administrativo e financeiro. Quando assumi a Prefeitura de Goiânia, em 1966, o débito com funcionários e operários era de dez meses de atraso. Quando assumi o governo de Goiás em 1983, o atraso do salário do funcionalismo dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário era de seis meses. Desembargadores, juízes, professores, todos com seis meses de salários atrasados. Em 83, tomei a decisão de vender todos os automóveis e aviões do Estado. Vendemos, de uma só vez, no pátio do Estádio Serra Dourada, mais de mil automóveis. Dos 28 aviões, vendi 23 em um só dia. Quando assumi a Prefeitura de Goiânia, em 2005, dispensei 300 carros alugados, mandei cortar centenas de aparelhos de telefones celulares usados por funcionários. A prefeitura assumiu a coleta de lixo, com a aquisição de 50 caminhões, abri concurso público para os operários. A prefeitura passou a gastar menos de 50 por cento nas despesas com coleta de lixo. Sempre tive a coragem de assumir essas responsabilidades. É o que vou fazer agora, eleito prefeito de Goiânia. O governante, quando ele conta com o respeito e o apoio da população, recebe o apoio. Por isso é que o mutirão prosperou em todas as minhas administrações. O povo entendia que a arrecadação, não sendo suficiente, a administração precisava da solidariedade de todos. Isso ocorreu comigo quando fui prefeito e governador. Obras como canalização de água tratada, ampliação de rede de energia elétrica, construção de casas foram feitas através dos mutirões.

 

Eleito prefeito de Goiânia, o senhor vai manter esse mesmo estilo, ritmo e forma de administrar, adotados na Prefeitura de Goiânia e no governo de Goiás?

– Serei o primeiro a chegar na prefeitura, o último a sair. E vivo tudo na administração. Muitas vezes me chamam de centralizador, mas é preciso ter o domínio do gasto do dinheiro público, ter conhecimento sobre o que se está fazendo na administração. Os mais velhos conhecem o meu estilo de trabalho. Não mudei e não vou mudar. Ganhando a eleição, estou disposto a realizar mais uma administração que dê dignidade às pessoas. Quero asfaltar todas as ruas e avenidas habitadas da cidade, como fiz no passado. Quero construir casas populares a quem precisa. Quero transformar escolas em tempo integral. É preciso coragem para mudar. E eu tenho. Mais que isso, tenho credibilidade e experiência para tomar decisões que priorizem o que realmente é importante para a população. Nunca tive medo de fazer cortes de mordomias para atender os menos favorecidos.

 

O senhor lembra que tudo começou por Goiânia na sua vida política…

– Devo tudo a Goiânia. A partir daqui construí a minha trajetória política. Se não tivesse sido vereador, deputado estadual e prefeito, não teria chegado ao governo do Estado. Se não fosse governador, o País não teria me convocado para ser ministro. Portanto, sou o que sou e conquistei o que conquistei na vida pública graças à cidade de Goiânia.

 

O brasileiro está assustado com a corrupção que grassa País afora, penetrando em todas as esferas de poder. O que fará para combater os desvios de conduta na Prefeitura de Goiânia?

– Nas minhas administrações, não se abre concorrência e não se compra nada sem a minha autorização. Eu coordeno tudo. Afinal, tudo sai é do cofre da prefeitura. Vou exercer o poder com o mesmo sistema de vigilância, de acompanhar tudo, porque me dedico integralmente à administração. Na última vez, permaneci na prefeitura cinco anos e seis meses e só saía de Goiânia para ir a Brasília para audiências em órgãos federais. Fui a São Paulo, neste período, uma vez apenas, para ir ao velório da ex-primeira-dama do País Ruth Cardoso.

 



“Eu não vivo na política travando guerra com ninguém. Sempre me voltei para o trabalho”

 

“Muitas vezes me chamam de centralizador, mas é preciso ter o domínio do gasto do dinheiro público, ter conhecimento sobre o que se está fazendo na administração”

 

“Nas minhas administrações, não se abre concorrência e não se compra nada sem a minha autorização. Eu coordeno tudo”

 

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