Eduardo Riedel é o primeiro governador eleito no país, político assumirá seu segundo mandato
Redação Online
Publicado em 4 de outubro de 2026 às 18:39 | Atualizado há 1 dia
Governador Eduardo Riedel durante agenda de campanha em Mato Grosso do Sul | Foto: Reprodução
O governador Eduardo Riedel (PP), 57 anos, foi reeleito neste domingo (04/10) para comandar o Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos, projeta o Datafolha. Com 79,69% das urnas apuradas, Riedel obteve 67,29% dos votos válidos, e os outros sete candidatos não podem mais alcançá-lo na disputa sul-mato-grossense. Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado.
Em segundo lugar ficou o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), seguido por João Henrique Catan (Novo). As pesquisas eleitorais já registravam a possibilidade de o governador vencer no primeiro turno, como a Quaest que colocou Riedel com 51% das intenções de votos, um crescimento de 11 pontos percentuais em relação ao levantamento publicado em agosto.
A eleição deste ano foi a segunda disputada pelo empresário, que quatro anos atrás derrotou no segundo turno o então deputado estadual Capitão Contar (PRTB). Antes, tinha sido secretário de Governo e de Infraestrutura do ex-governador Reinaldo Azambuja (ex-PSDB, hoje do PL). Filiado ao PSDB por mais de duas décadas, Riedel mudou de partido em meio ao encolhimento tucano no cenário nacional. Nesta eleição, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência da República.
Empresário ligado ao agronegócio — chegou a ser vice-presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) —, o governador obteve apoio do setor desde sua primeira eleição. Riedel disputou a eleição com uma coligação formada por dez partidos (PP, União Brasil, PL, PSDB, Cidadania, Podemos, Avante, Republicanos, PSD e MDB), a maior formada no estado em 2026 e com três siglas a mais do que no pleito de 2022.